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Banca de DEFESA: EMERSON RAIMUNDO DO NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EMERSON RAIMUNDO DO NASCIMENTO
DATA : 25/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Híbrida
TÍTULO:

Educação de Terreiros: Uma Prática Educativa Afrocentrada


PALAVRAS-CHAVES:

Afrocentricidade. Prática Docente. Relações Étnico- Raciais. Ensino Superior. Afronografia


PÁGINAS: 179
RESUMO:

As práticas educativas afrocentradas desenvolvidas em escolas de terreiro evidenciam formas outras de produzir, organizar e transmitir o conhecimento, ancoradas na ancestralidade, na oralidade e nas vivências comunitárias. Nesse sentido, torna-se necessário analisar de que modo essas práticas educativas centralizam a comunidade escolar e viabilizam a construção de uma educação afrocentrada. Os questionamentos que orientam esta pesquisa são: de que modo as práticas educativas da escola de terreiro centralizam a comunidade escolar? E como tais práticas contribuem para a efetivação de uma educação afrocentrada? Dessa forma, o trabalho objetiva analisar como as práticas educativas da Escola Eugênia Anna dos Santos, na Bahia, contribuem para a centralização da comunidade escolar e para a construção de uma educação afrocentrada. Defendemos que esta pesquisa se justifica diante da necessidade de compreender práticas educativas que tensionam o modelo eurocêntrico de educação, especialmente em um contexto histórico marcado pela permanência de estruturas coloniais que invisibilizam saberes afro-diaspóricos. Para tanto, o arcabouço teórico está fundamentado na teoria da afrocentricidade. A pesquisa adota como metodologia a história oral temática, compreendendo que os saberes produzidos no contexto da escola de terreiro emergem das experiências, das narrativas e das relações estabelecidas no cotidiano. Como procedimento de análise, emprega-se a análise de conteúdo, orientada pelas lentes da afrocentricidade. Os resultados evidenciam um movimento de desmemorização das práticas educativas eurocêntricas, conduzindo ao desfazimento de raízes coloniais e à reconfiguração dos modos de ser, saber, existir e reexistir. Nesse contexto, a prática educativa da escola de terreiro não apenas resiste às formas coloniais de ensinar, mas afirma uma epistemologia enraizada na ancestralidade, na oralidade, no corpo e nas vivências sócio-históricas, consolidando-se como um espaço de produção de conhecimento comprometido com a comunidade e com a dignidade dos saberes da diáspora africana.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2584413 - MARIA DA CONCEICAO DOS REIS
Interna - 2249473 - VIVIANE DE BONA
Externa ao Programa - 4659712 - ELIZAMA PEREIRA MESSIAS - UFPEExterno à Instituição - ITACIR MARQUES DA LUZ - UNILAB
Externo à Instituição - RICARDO MATHEUS BENEDICTO - UNILAB
Notícia cadastrada em: 15/07/2026 18:28
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