Tempo, corpo e paisagem: uma crítica fantástica ao Antropoceno no cinema de Janaína Wagner
Cinema fantástico. Crítica pós-colonial. Tempo. Antropoceno.
Esta pesquisa investiga uma recorrência ético-estética em filmes que criticam o tempo homogêneo e a centralidade humana por meio de expedientes teórico-formalistas como o fantástico, o espectral e o informe, partindo da crítica pós-colonial ao tempo moderno articulada por Dipesh Chakrabarty (2000), Bliss Cua Lim (2009) e Leda Maria Martins (2021). O corpus central é a Trilogia da Transamazônica, da cineasta Janaína Wagner, composta por Curupira e a Máquina do Destino (2021), Quebrante (2024) e Um Cometa nos Seus Olhos / Quando o Segundo Sol Chegar (2026), na qual a cineasta formaliza uma temporalidade imiscível por meio de criaturas e paisagens que se recusam a ser cristalizadas no passado.