“A vida é tua, Deusimar”: Estética queer e possibilidades de existência em Inferninho
cinema; análise fílmica; teoria queer; dissidência; estética; política.
O presente trabalho investiga o cinema como espaço de imaginação política, analisando de que modo determinadas obras constroem formas dissidentes de existência por meio de suas escolhas estéticas e narrativas. A partir de uma abordagem teórico-metodológica centrada na análise fílmica, a pesquisa examina o longa-metragem Inferninho, articulando-o a debates contemporâneos da teoria queer e à discussão sobre a existência de um cinema queer que se manifesta para além do enredo, inscrito nos próprios códigos cinematográficos. Mobilizam-se conceitos como cinema e política, dissidência sexual e de gênero e fracasso, bem como categorias estéticas como o camp e o kitsch, realizando-se ainda um breve resgate de obras relevantes para o movimento queer no cinema. Conclui-se que o filme analisado opera como espaço de fabulação política, no qual narrativas e imagens não apenas representam, mas também inventam modos de existir, abrindo caminhos para a emergência de outras formas de vida.