PPGCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO - CAC DEPARTAMENTO DE COMUNICACAO SOCIAL - CAC Teléfono/Ramal: No informado

Banca de DEFESA: CARINA BARROS LINS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARINA BARROS LINS
DATA : 27/02/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Via Videoconferência Google Meet
TÍTULO:

A DOR QUE NÃO TEM NOME, MAS TEM COR: UMA ANÁLISE DOS TELEJORNAIS PERNAMBUCANOS NA TRAGÉDIA DE 2022


PALAVRAS-CHAVES:

Racismo Ambiental; Cobertura jornalística; Recife; Pernambuco; Mudanças climáticas.


PÁGINAS: 124
RESUMO:

A presente dissertação investiga a omissão do termo racismo ambiental na cobertura da tragédia das enchentes e dos deslizamentos de barreiras, ocorridos em maio de 2022 na Região Metropolitana do Recife, pelos telejornais pernambucanos ‘Balanço Geral’ (Record TV) e ‘NE TV’ (Rede Globo). Como abordagem metodológica, utilizamos a Análise Crítica do Discurso (ACD) (Fairclough, 2008, 2001; Van Dijk, 2015, 2016) para compreender como as práticas discursivas, as vivências identitárias e a reprodução do poder social nas relações sociocognitivas dos indivíduos podem influenciar na construção do racismo ambiental em territórios vulnerabilizados. Autores que discutem sobre raça, moradia, território e planejamento urbano (Mbembe, 2014; Munanga, 2004; Gomes e Mello, 2021; Bullard, 1993; Acselrad; Mello; Bezerra, 2009; Harvey, 2008, Lefebvre, 2001) também dão apoio ao trabalho. Para a análise detalhada da mídia, da televisão e das práticas jornalísticas, o estudo dialoga com as abordagens de Mazzotti (2008), Tuchman (2009) Bourdieu (2007) e Moraes (2022). Já para compreender sobre os impactos das mudanças climáticas e a forma como o ser humano lida com o meio ambiente, nos dispomos de Krenak (2020; 2022) e Belmont (2023). Como principais resultados da dissertação, observamos que nas análises das reportagens o fenômeno do racismo ambiental estava posto, mas a discussão foi implícita fazendo com que houvesse o silenciamento midiático. Assim, ainda que as coberturas jornalísticas tenham pautado áreas periféricas e territórios vulnerabilizados, dados comprovaram que a maior parte das pessoas negras e pobres vivem nesses locais. Por isso, identificamos que houve a necessidade de ter uma abordagem mais histórica, antirracista e subjetiva que se aproxime da raça, gênero e classe social para que o telespectador entenda que o racismo, não acabou, está presente na sociedade e se manifesta de diferentes formas no contexto brasileiro.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1130893 - ISALTINA MARIA DE AZEVEDO MELLO GOMES
Interna - 1891810 - ADRIANA MARIA ANDRADE DE SANTANA
Externa à Instituição - KAINARA LEAL DOS ANJOS
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 00:52
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