IMAGENS SINTÉTICAS E MEMÓRIA CULTURAL: ARTICULAÇÕES ENTRE PASSADO, PRESENTE E FUTURO NA ERA DAS IMAGENS GERADAS POR APRENDIZADO DE MÁQUINA
Imagens Sintéticas; Inteligência Artificial; Fotografia; Memória Cultural; Cultura Visual.
Considerando o surgimento e a popularização de ferramentas capazes de produzir imagens por meio de aprendizado de máquina, em especial aquelas que simulam a estética fotográfica, esta pesquisa tem como objetivo analisar as relações entre as imagens sintéticas e a memória cultural. Para tanto, articula contribuições da filosofia da fotografia e dos estudos da memória com o intuito de discutir: a) o que permanece; b) o que é atualizado; e c) o que emerge como radicalmente novo nessa relação. A hipótese central sustenta que as imagens sintéticas não apenas modificam o que a memória é e o que ela faz, mas também abrem espaço para contestar as narrativas hegemônicas que, historicamente, estruturam os repositórios artificiais de memória, entre os quais se destacam os arquivos e as fotografias que os compõem. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como exploratória. Os principais procedimentos metodológicos incluem pesquisa bibliográfica, análise documental, análise de imagens e análise de projetos artísticos contemporâneos que exploram as relações entre memória e imagens sintéticas que simulam fotografias. Com isso, a pesquisa busca contribuir para os estudos das chamadas imagens de IA, no contexto da cultura visual contemporânea, ao propor um enquadramento teórico bidimensional. Por um lado, ele permite analisar as continuidades e descontinuidades das imagens sintéticas em relação à fotografia, por outro, permite compreender como elas preservam, atualizam e transformam processos mnemônicos ao criar novas formas de interação com o passado.