Banca de DEFESA: JOYCE QUIRINO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOYCE QUIRINO DA SILVA
DATA : 05/03/2026
HORA: 07:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

Potenciais evocados auditivos de longa latência em adultos com apneia obstrutiva do sono


PALAVRAS-CHAVES:

Apneia do sono. Cognição. Processamento auditivo do tronco encefálico. Percepção de fala.


PÁGINAS: 62
RESUMO:

Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) está associada à hipoxemia intermitente e à fragmentação do sono, com possíveis repercussões neurocognitivas. Os Potenciais Evocados Auditivos de Longa Latência (PEALL) permitem avaliar o processamento auditivo cortical. Os PEALL são considerados medidas de natureza neurocognitiva, uma vez que envolvem o processamento central do estímulo auditivo, incluindo análise, discriminação e interpretação, indo além da detecção sonora em nível periférico. Objetivo: Caracterizar as respostas do PEALL em adultos com AOS, além de analisar sua relação com a qualidade subjetiva do sono (PSQI) e com a carga hipóxica noturna (T90). Métodos: Estudo observacional, transversal e descritivo com a participação de 13 adultos portadores de AOS, confirmada por polissonografia (PSG). Registraram-se os PEALL usando o paradigma de oddball com estímulos verbais (/ba/ e /da/), analisando as latências de P1, N1, P2, N2, P3 e N3. Aplicou-se também o PSQI e analisou-se o T90. Utilizaram-se correlações de Pearson/Spearman e Mann–Whitney (p<0,05) para as análises dos dados obtidos. Resultados: A maioria dos participantes apresentou má qualidade do sono (PSQI >5: 69,2%). Houve correlação entre PSQI e IAH (r=0,560; p=0,046) e, mais fortemente, entre PSQI e T90 (ρ=0,712; p=0,009). As latências dos PEALL estavam dentro dos valores normativos e não diferiram entre apneia leve e moderada/grave. Observou-se associação positiva significativa entre T90 e a latência da N3 (ρ=0,812; p=0,008), indicando que quanto maior a carga hipóxica noturna, maior a
latência da N3, ainda que os valores permaneçam dentro da faixa normativa; as demais ondas não se correlacionaram com T90. Conclusão: Em adultos com AOS, a pior qualidade subjetiva do sono relacionou-se principalmente à carga hipóxica noturna. As latências dos PEALL permaneceram globalmente preservadas, porém a associação específica entre T90 e N3 sugere impacto específico da hipoxemia cumulativa sobre componentes corticais tardios do processamento auditivo.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - GISLAINE RICHTER MINHOTO WIEMES - USP
Externo à Instituição - LEONARDO GLEYGSON ANGELO VENANCIO
Interna - 2857293 - LUCIANA PIMENTEL FERNANDES DE MELO
Notícia cadastrada em: 26/02/2026 08:53
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