Banca de QUALIFICAÇÃO: BIANCA THALITA ARAUJO DE LIMA ALBUQUERQUE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BIANCA THALITA ARAUJO DE LIMA ALBUQUERQUE
DATA : 07/08/2026
LOCAL: reomtamente (https://meet.google.com/yaw-rnfx-sht)
TÍTULO:

MAGMATISMO GRANÍTICO PÓS-COLISIONAL NEOPROTEROZOICO NO SUL DO DOMÍNIO ALTO PAJEÚ: Percepções a partir de dados petrológicos, geoquímicos e isotópicos


PALAVRAS-CHAVES:

Magmatismo pós-colisional; Granitóides ricos em Ba–Sr; Afinamento litosférico; Província Borborema.


PÁGINAS: 114
RESUMO:

O magmatismo pós-colisional (595–560Ma) da Subprovíncia Central da Província Borborema é representado por associações graníticas e sieníticas de afinidades cálcio-alcalina de alto K, shoshonítica e ultrapotássica, cuja origem permanece objeto de debate, especialmente quanto à natureza das fontes magmáticas, aos processos petrogenéticos envolvidos e à evolução tectônica responsável por sua geração. Embora estudos recentes tenham reconhecido a coexistência de diferentes associações geoquímicas, ainda persistem incertezas sobre a evolução temporal da participação relativa do manto litosférico enriquecido e da crosta continental na gênese desse magmatismo. Nesse contexto, esta tese investiga a evolução do magmatismo pós-colisional no sul do Domínio Alto Pajeú por meio da integração de dados petrográficos, geoquímicos, isotópicos (Sr–Nd–Hf), geocronológicos (U–Pb) e de química mineral obtidos para os plutons Exu, Serra do Arapuá e Caiçarinha da Penha. Os resultados demonstram que os plutons Serra do Arapuá e Caiçarinha da Penha constituem uma associação de granitos ricos em Ba e Sr, com idades U–Pb próximas de 582Ma, elevados teores de Ba (1845–3346ppm) e Sr (648–1226ppm) e assinaturas isotópicas homogêneas (εNd(t) −16,0 a −18,3; εHf(t) −27,6 a −28,8). Em conjunto com a abundância de núcleos herdados em zircão e a ausência de associação espacial com rochas máficas, esses dados indicam que os granitos foram gerados por fusão parcial, em condições de alta temperatura e pressão moderada, de uma crosta félsica antiga de composição tonalítica a granodiorítica. Esse modelo constitui uma alternativa aos modelos clássicos que atribuem a gênese dos granitos de alto Ba–Sr à cristalização fracionada de magmas derivados de um manto enriquecido ou à fusão parcial de uma crosta inferior máfica espessada, demonstrando que assinaturas enriquecidas em Ba e Sr não refletem necessariamente uma fonte magmática ou um contexto tectônico específicos. O batólito Exu registra uma evolução magmática distinta, sendo constituído por uma associação de quartzo monzonitos e monzogranitos porfiríticos contemporâneos (~595Ma), seguida pela intrusão de biotita sienogranitos (~584Ma). Os quartzo monzonitos e monzogranitos apresentam caráter magnesiano, enquanto os biotita sienogranitos apresentam caráter transicional entre os campos magnesiano e ferroso. As relações de campo, a petrografia, a química mineral, a geoquímica de rocha total e as assinaturas isotópicas (87Sr/86Sr(i)=0,70923–0,70954; εNd(t) de −17,82 a −18,61 para os quartzo monzonitos e monzogranitos, e 87Sr/86Sr(i)=0,71004–0,71019; εNd(t) de −19,15 a −19,98 para os biotita sienogranitos), indicam que os primeiros resultaram da interação entre fundidos derivados de um manto litosférico enriquecido e da crosta inferior, enquanto os biotita sienogranitos representam um episódio magmático mais jovem gerado exclusivamente por retrabalhamento crustal. Em conjunto, os resultados demonstram que o magmatismo pós-colisional no sul do Domínio Alto Pajeú registra mudanças progressivas nas fontes magmáticas e nos processos petrogenéticos responsáveis pela geração dos fundidos, passando de sistemas híbridos derivados da interação entre fundidos mantélicos e crustais para magmas produzidos exclusivamente por fusão parcial da crosta continental. Essa evolução é compatível com um cenário regional de afinamento litosférico progressivo e fornece novas restrições petrológicas, geoquímicas, isotópicas e geocronológicas que refinam os modelos atuais para a evolução tectonomagmática da Subprovíncia Central da Província Borborema, fornecendo novas bases para a compreensão da evolução das fontes magmáticas e dos processos petrogenéticos responsáveis pelo magmatismo granítico pós-colisional.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JULIO CEZAR MENDES - UFRJ
Externo ao Programa - 1303564 - CARLOS SANTANA SOUSA - nullExterno à Instituição - HERBET CONCEICAO - UFS
Presidente - 1132557 - VALDEREZ PINTO FERREIRA
Externo à Instituição - ZORANO SERGIO DE SOUZA - UFRN
Notícia cadastrada em: 06/08/2026 15:22
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