Banca de DEFESA: PEDRO BENJAMIN CARREIRO LIMA MONTEIRO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PEDRO BENJAMIN CARREIRO LIMA MONTEIRO
DATA : 23/02/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

RESILIÊNCIA DE CIDADES LITORÂNEAS NO CONTEXTO DAS ÁGUAS URBANAS SOB INFLUÊNCIA DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS


PALAVRAS-CHAVES:

mudanças climáticas, lei de uso e ocupação do solo, rios urbanos


PÁGINAS: 147
RESUMO:

O tipo de cobertura do solo pode alterar significativamente o escoamento superficial de uma bacia hidrográfica. Quanto mais impermeável é o solo, maior é o volume escoado e mais cedo acontece o pico do hidrograma. Por outro lado, quanto maior é a cobertura vegetal, menor é o volume escoado e mais achatado, o hidrograma. Nesse ponto, o grau de urbanização de um município influencia sobremaneira a resposta de uma bacia a eventos de chuva e consequentemente a pressão sobre o sistema de drenagem urbana. Assim as leis de uso e ocupação de solo tornam-se fundamentais na regulamentação do espaço urbano de forma a controlar o uso do solo, limitando as áreas impermeáveis e promovendo espaços de solo natural. Este trabalho pretende, portanto, avaliar os impactos do zoneamento promovido pelo novo Plano Diretor do Município de Recife (PDM) no sistema de macrodrenagem do município, tendo como foco a bacia do rio Jordão. O sistema de drenagem do município é bastante solicitado, seja pelas chuvas intensas que podem superar 100 mm em um único dia, seja pela alta taxa de impermeabilização do solo, ou ainda pelas cotas baixas e relevo plano deixando-a vulnerável a inundações costeiras. A situação deve piorar com as previsões do sexto relatório do IPCC, no qual mostra uma elevação do nível médio do mar e um aumento da frequência de chuvas intensas. Entretanto, caso fosse aplicado os novos parâmetros do uso e ocupação do solo especificados no PDM, a bacia do rio Jordão tornar-se-ia mais vulnerável ou resiliente às mudanças climáticas? Para responder a essa pergunta, foram avaliados 19 modelos climáticos e escolhidos os cinco que melhor representaram o clima da bacia, construídas IDF para o período futuro e feito simulações para os cenários SSP2-4.5 e SSP5-8.5 considerando duas situações: a cobertura atual do solo e a desejada pelo PDM. Os resultados mostraram que de maneira geral, os parâmetros de controle do uso do solo são uma medida bastante efetiva no controle das inundações, com redução da profundidade, velocidade e do pico do hidrograma. As áreas mais vulneráveis da bacia são aquelas próxima a foz do rio - muito influenciadas pelo aumento do nível do mar -, enquanto aquelas mais distantes constituem áreas mais resilientes.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1688881 - ALFREDO RIBEIRO NETO
Presidente - 2726911 - ANDERSON LUIZ RIBEIRO DE PAIVA
Externo ao Programa - 1149640 - FABIANO ROCHA DINIZ - nullExterno à Instituição - MARCOS ANTONIO BARBOSA DA SILVA JUNIOR - UPE
Externo à Instituição - RODRIGO CAUDURO DIAS DE PAIVA - UFRGS
Notícia cadastrada em: 04/02/2026 10:04
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