Banca de DEFESA: LUIZ GUSTAVO COSTA FERREIRA NUNES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUIZ GUSTAVO COSTA FERREIRA NUNES
DATA : 24/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

SIMULAÇÃO DE MEDIDAS ESTRUTURAIS E NÃO ESTRUTURAIS NAS BACIAS DO RIO CAPIBARIBE E RIO IPOJUCA: PROPOSTAS DE ADAPTAÇÃO AO ENFRENTAMENTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

alocação de água; conservação de água; segurança hídrica, gestão da demanda da água


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A ação antrópica é um dos principais motivos da insegurança hídrica: a crescente urbanização, a poluição, a má governança e a construção de infraestruturas hídricas que alteram o ciclo hidrológico local. Contudo, o clima também está mudando e esta ação não é totalmente compreendida. Dentre as inúmeras características complexas das variáveis hidrológicas, a não-estacionariedade se destaca. Ressalta-se que os sistemas de gerenciamento de água em todo mundo foram projetados e operados sob a suposição de estacionariedade. Dado a esse complexo cenário de incertezas, as inseguranças são elevadas. Desta forma, o objetivo deste trabalho é avaliar as medidas de mitigação estruturais e não estruturais nas bacias dos rios Capibaribe e Ipojuca, no estado de Pernambuco, Brasil, elencando as melhores medidas para enfrentar as mudanças climáticas e garantir a segurança hídrica em áreas que já sofrem com a escassez de água. O objeto de estudo são as bacias hidrográficas do Rio Capibaribe e Rio Ipojuca, que juntas compreendem 11,07% do território pernambucano e atravessam diferentes regiões do estado ao longo do seu percurso (agreste, zona da mata e litoral). A metodologia se divide em: (a) construção das séries temporais (observadas, período base, cenários futuros) das variáveis climatológicas (precipitação, temperatura e umidade relativa do ar); (b) análise de performance do(s) modelo(s); (c) correção dos bias; (d) estimativa da evapotranspiração; (e) modelo hidrológico chuva vazão; (f) análise de tendências nas séries; (g) cálculo das demandas hídricas; (h) construção do modelo de alocação de água; (i) simulação de medidas estruturais e não-estruturais nas bacias. Para isso, foram utilizados cinco modelos de circulação global, após correção de viés, como dados de entrada para o modelo hidrológico autoajustável (MODHAC). Posteriormente, foram simulados 10 cenários de alocação de água, utilizando dados históricos e cenários futuros (2051–2080), a fim de atender às demandas de abastecimento humano e industrial, dessedentação animal, irrigação e energia nas bacias hidrográficas estudadas. Os cenários de alocação envolvem a implementação de medidas estruturais e não estruturais, de forma isolada ou combinada. Entre todas as soluções, a transferência de água do rio São Francisco oferece o aumento mais significativo da oferta, porém exige os maiores investimentos. Assim, os órgãos públicos devem considerar com maior atenção as medidas do soft path (não estruturais), pois demandam menos recursos financeiros e podem apresentar resultados satisfatórios em diversos cenários. Entretanto, em alguns cenários, essas medidas não são suficientes para atender a todas as demandas, sendo necessário considerar outras soluções.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2886922 - ARTUR PAIVA COUTINHO
Externa ao Programa - 1510820 - JOSICLEDA DOMICIANO GALVINCIO - nullExterna à Instituição - MICAELLA RAISSA FALCAO DE MOURA - UPE
Externa à Instituição - SIMONE ROSA DA SILVA - UPE
Interna - 1133540 - SUZANA MARIA GICO LIMA MONTENEGRO
Notícia cadastrada em: 03/02/2026 11:56
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