MONITORAMENTO DE RESERVATÓRIOS NO ESTADO DE PERNAMBUCO COM USO DE IMAGENS DE SATÉLITE E PRODUTOS DA MISSÃO SWOT
Satélite SWOT; Sentinel-1; reservatórios; variação de volume.
Este trabalho teve como objetivo geral desenvolver metodologia para utilização de medições de elevação de água superficial do satélite SWOT e imagens de satélite para monitoramento de armazenamento de água em reservatórios. Além disso, buscou-se avaliar a qualidade dos produtos de elevação de água do satélite SWOT e máscaras de água obtidas a partir de imagens de satélite em reservatórios de diferentes tamanhos utilizando dados de monitoramento in situ para validação. A metodologia adotada foi desenvolvida em três etapas: (1) aquisição, tratamento e validação dos dados de elevação de água superficial (WSE) do satélite SWOT; (2) aquisição de imagens do satélite Sentinel-1 e geração das máscaras de água com o algoritmo de detecção Deepwater; e (3) estimativa de variação de volume dos reservatórios considerados a partir da relação do nível de água WSE SWOT e da área de água superficial obtida das máscaras de água Deepwater. Para isso, foram selecionados 27 reservatórios localizados nas regiões Agreste, Zona da Mata e Litoral do estado de Pernambuco. Os dados WSE SWOT foram obtidos no período ago/2023–set/2025, enquanto as imagens Sentinel-1 com polarização VV/VH foram obtidas no período 2023–2025. Os resultados da avaliação dos dados WSE SWOT apresentaram um coeficiente de correlação Pearson com valor mediano de r = 0,92, enquanto as métricas MAE, RMSE e MAPE obtiveram valores medianos 0,12 m, 0,23 m e 0,07%, respectivamente. Para as áreas de água superficial obtidas com o algoritmo Deepwater, o coeficiente de correlação Pearson alcançou um valor mediano de r = 0,81, enquanto as métricas MAE e RMSE obtiveram valores medianos 0,16 km2, 0,18 km2, respectivamente. Para a estimativa de variação de volume nos reservatórios, 11 dos 27 reservatórios obtiveram valores R2 > 0,8 nas equações polinomiais obtidas da relação elevação–área para obtenção da equação de volume. Entretanto foi observada uma tendência de superestimação da variação de volume quando comparado com valores in situ.