Banca de QUALIFICAÇÃO: KÉZIA BRASILINO CRUZ E SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KÉZIA BRASILINO CRUZ E SOUZA
DATA : 28/08/2026
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

Reforço pós-incêndio de vigas de concreto armado utilizando laminados de CFRP


PALAVRAS-CHAVES:

Reabilitação, vigas pós-incêndio, NSM, laminados de CFRP.


PÁGINAS: 87
RESUMO:

Atualmente, em vez de optar pela demolição e reconstrução, tem-se dado maior ênfase à reabilitação das estruturas de concreto armado (CA). Em particular, essa abordagem tem sido estudada a estruturas afetadas por incêndios. As altas temperaturas comprometem as propriedades mecânicas dos materiais devido a várias transformações químicas e físicas, reduzindo a capacidade de carga e a rigidez das peças de CA. Embora o colapso imediato durante um incêndio seja raro, os danos causados pelo fogo podem afetar significativamente a resistência de uma estrutura e causar danos severos a longo prazo.Com o objetivo de avaliar a eficácia de técnicas de reabilitação, este trabalho desenvolveu um programa experimental no qual 10 vigas de CA foram moldadas. Destas, oito foram submetidas ao incêndio por 60 e 90 minutos, aquecidas segundo a curva de incêndio padrão da ISO 834, e resfriadas posteriormente. Todas as vigas pós-incêndio foram reforçadas com laminados de polímero reforçado com fibra de carbono, em inglêsCarbon Fiber Reinforced Polymer (CFRP), por meio da técnica Near-Surface Mounted (NSM) ao cisalhamento, com espaçamento de 150 mm e inclinação de 45°, sendo quatro vigas reforçadas à flexão com um ou dois laminados longitudinais de CFRP na face inferior. Devido à ocorrência de spalling (lascamento) no concreto durante o aquecimento, as vigas foram reparadas com argamassa (graute) antes de serem reforçadas. Todas as vigas foram submetidas ao ensaio mecânico à flexão de quatro pontos para análise de sua rigidez, capacidade de carga, ductilidade e modo de falha. Os resultados indicaram que o reforço foi eficaz na recuperação da capacidade de carga inicial da maioria das vigas pós-incêndio quando reforçadas à flexão com CFRP. No entanto, nenhuma peça de CA recuperou a rigidez ou a ductilidade inicial. Observou-se também que a exposição ao incêndio alterou o modo de ruptura das vigas de flexão para cisalhamento.Contudo, o uso do NSM CFRP ao cisalhamento promoveu o confinamento do concreto e viabilizou maior ductilidade a peça, em relação à viga aquecida e sem reforço. Esses resultados destacam o potencial do reforço com laminados de CFRP como uma estratégia viável para a reabilitação de estruturas de concreto armado após incêndios. No entanto, são necessárias mais investigações experimentais e numéricas sobre vigas pós-fogo e o efeito de diferentes configurações de laminados NSM CFRP.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1031248 - JORDLLY REYDSON DE BARROS SILVA
Externo ao Programa - 1179576 - JOSE JEFERSON DO REGO SILVA - nullExterna à Instituição - NAILDE DE AMORIM COELHO - UNIVASF
Notícia cadastrada em: 11/08/2026 07:35
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