Banca de QUALIFICAÇÃO: LARISSA FERREIRA GOMES DE ARAÚJO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LARISSA FERREIRA GOMES DE ARAÚJO
DATA : 13/07/2026
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

MODELAGEM PREDITIVA DE MOVIMENTOS DE MASSA EM ENCOSTAS PARA CONCEPÇÃO DE UM SISTEMA DE ALERTA PRECOCE (SAP)


PALAVRAS-CHAVES:

movimentos de massa; encostas; redes neurais artificiais; sistema de alerta precoce; ocorrências; risco.


PÁGINAS: 110
RESUMO:

Na cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco, a ocorrência de movimentos de massa em encostas está associada às características geomorfológicas da região, à ocupação urbana sobre áreas de morro e à influência das condições pluviométricas. Este trabalho tem como objetivo desenvolver uma proposta de modelagem preditiva aplicada à ocorrência de movimentos de massa nos morros do Recife, utilizando redes neurais artificiais (RNAs) a partir da integração de dados históricos de ocorrências associadas a movimentos de massa e informações hidrológicas, geomorfológicas e geológicas, visando o desenvolvimento de um sistema de alerta precoce (SAP). Os resultados parciais, referentes ao tratamento e preparação das bases de dados, indicam que no período de 2013 a 2026, a Secretaria Executiva de Defesa Civil (SEDEC) registrou 3.617 ocorrências de deslizamento, concentrando 88% dos casos nas regiões político-administrativas (RPAs) 3 (Noroeste), 2 (Norte) e 6 (Sul) da cidade do Recife. Observa-se relação entre a distribuição temporal das ocorrências e o regime pluviométrico local, sendo que 77% dos registros de deslizamento e 88% das vítimas fatais ocorreram durante a quadra chuvosa, compreendida entre os meses de abril e julho. Destaca-se ainda o evento extremo de precipitação ocorrido em maio de 2022, responsável pelo maior número de ocorrências e vítimas fatais no período analisado. Verifica-se também que ocorrências em áreas classificadas com grau de risco R3 (alto) e R4 (muito alto) correspondem a 85% dos registros. Há predominância de ocorrências em setores de declividades entre 8° e 20° (29,97%), com concentração sobre a unidade geológica Formação Barreiras (97,08%). As análises hidrológicas evidenciam comportamento compatível entre precipitação e umidade do solo, reforçando a influência das condições antecedentes de chuva na dinâmica de instabilidade das encostas. Para as etapas futuras da pesquisa, espera-se que a integração dos dados e a modelagem preditiva baseada em RNAs contribuam para a previsão de movimentos de massa em encostas, com a criação de um sistema de alerta precoce (SAP).


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - SÉRGIO MANUEL CRUZ DE OLIVEIRA - ULisboa
Externa à Instituição - KATIA VANESSA BICALHO - UFES
Presidente - 2984374 - MARIA ISABELA MARQUES DA CUNHA VIEIRA BELLO
Notícia cadastrada em: 19/06/2026 11:20
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