MAPEAMENTO GEOSPACIAL EM ENCOSTAS URBANAS E ANÁLISE DO DESEMPENHO HIDROMECÂNICO DE SOLOS ARGILOSOS BIOESTABILIZADO POR BACTÉRIAS
Palavras-chave: Geotecnologias; Drones; Bioestabilização; Encostas; Deslizamento.
Os desastres naturais estão cada vez mais frequentes na terra, e os deslizamentos de terra figuram entre os mais comuns, causando perdas de vidas e prejuízos econômicos e socioambientais. O índice de risco para esses fenômenos é crítico na cidade do Recife, onde há sobreposição de três ameaças: inundação fluvial, ondas de calor e deslizamentos. Nesse contexto, observa-se a combinação dessas ameaças com características de alta sensibilidade social, refletidas na precariedade habitacional e na baixa capacidade de adaptação. Dessa forma, a utilização de geotecnologias de alta resolução tridimensional, como UAS (Unmanned Aircraft System) de baixo custo, pode constituir ferramenta importante para o planejamento dessas áreas, a análise da estabilidade de encostas, a priorização de intervenções em locais de risco e a incorporação de soluções baseadas em bioengenharia de solos. Esta tese tem como objetivos aplicar e validar metodologias de mapeamento com drones (UAS) para a geração de ortomosaicos, MDTs e modelos tridimensionais com precisão e acurácia cartográfica na encosta urbana do Alto do Reservatório e avaliar o desempenho hidromecânico de solos argilosos dessa encosta tratados por MICP (Microbially Induced Calcite Precipitation). Tais ferramentas são importantes para subsidiar decisões do poder público sobre a segurança de encostas nos morros do Recife-PE e a priorização de ações de contenção. A inovação da tese reside na integração da biotecnologia geotécnica (MICP) com planejamento urbano baseado em tecnologias geoespaciais integradas, aplicadas à estabilidade de encostas, utilizando softwares e tecnologias acessíveis, com foco na redução de vulnerabilidades socioambientais. Os resultados parciais estão consolidados em dois artigos que evidenciam: (i) geotecnologias no monitoramento e na avaliação da vulnerabilidade a deslizamentos no Alto do Reservatório, Recife–PE; e (ii) a correlação entre ocorrências associadas a movimentos de massa e propostas de intervenções geotécnicas em encostas do Recife–PE. Esperam-se soluções para a estabilização de encostas e projetos de drenagem com decisões seguras, econômicas e replicáveis, contribuindo para: (i) a mitigação de deslizamentos e inundações; (ii) o planejamento urbano resiliente, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, 9, 11 e 13; e (iii) o uso da precipitação de calcita induzida por bioestimulação (MICP), com bactérias que melhorem o comportamento hidromecânico do solo do Alto do Reservatório.