Banca de DEFESA: FERNANDA LAYS OLIVEIRA RIBEIRO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDA LAYS OLIVEIRA RIBEIRO DA SILVA
DATA : 23/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

PROPRIEDADES TÉRMICAS E ELÉTRICAS DE ROCHAS CARBONÁTICAS SUBMETIDAS AO PROCESSO DE ACIDIFICAÇÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Expansão térmica. Condutividade elétrica. Condutividade térmica. Rochas carbonáticas


PÁGINAS: 82
RESUMO:

A expansão térmica e a condutividade elétrica são propriedades físicas fundamentais que controlam a deformação, a estabilidade e a caracterização petrofísica de reservatórios carbonáticos, especialmente durante processos de estimulação térmica e química. Este estudo investigaexperimentalmenteocomportamento termoelétrico de diferentes litotipos carbonáticos, antes e após a acidificaçãocomácidoclorídrico a 15% combinado a distintos aditivos. Amostras cilíndricas (38 × 76 mm) de Indian Limestone, Mount Gambier Limestone, Bonne Terre Dolomite e Wisconsin Dolomite foram submetidas a aquecimento controlado nas faixas de 25–80 °C e 25–50 °C em uma célula térmica customizada, equipada com três sensores de deslocamento, enquanto a condutividade elétrica foi medida por meio de um sistema de aquisição em corrente contínua. Os resultados indicam que a acidificação promove um aumento significativo da expansão térmica, com coeficientes de dilatação volumétrica (β_vol) passando de 3,35 × 10⁻⁵ °C⁻¹ para a Indiana Limestone intacta para 5,80 × 10⁻⁵ °C⁻¹ após o tratamento ácido com aditivo inibidor de corrosão (IC). O efeito mostrou-se dependente da litologia: a Mount Gambier Limestone, caracterizada por maior porosidade, apresentou os menores valores de β_vol (3,19 × 10⁻⁵ °C⁻¹), enquanto as dolomitas exibiram valores intermediários. A condutividade elétrica apresentou aumento de até três ordens de magnitude, variando de 3,01 × 10⁻⁸ S/m nas amostras intactas para valores máximos de 4,29 × 10⁻⁵ S·m⁻¹ após a acidificação, refletindo o aumento da conectividade porosa e as alterações microestruturais associadas à dissolução da matriz mineral. A adição de preventor de emulsão (PE) e de inibidor de corrosão (IC) resultou em uma redução do aumento da expansão térmica após a acidificação, indicando menor intensidade das alterações microestruturais induzidas pelo ácido. Ressalta-se que, na ausência de ensaios mecânicos diretos, não é possível inferir alterações na resistência mecânica das rochas. Assim, a redução da expansão térmica e os valores de condutividade elétrica observados em determinadas amostras devem ser interpretados exclusivamente como indicativos de menor grau de alteração microestrutural detectável por deformação térmica, e não como evidência de melhoria da estabilidade mecânica. Ensaios mecânicos complementares são necessários para estabelecer essa correlação de forma conclusiva. Ainda assim, a combinação entre medições de expansão térmica e condutividade elétrica fornece subsídios indiretos relevantes para a avaliação da evolução microestrutural de rochas carbonáticas submetidas a tratamentos de estimulação ácida.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1800053 - JOSE ANTONIO BARBOSA
Externo ao Programa - 2457389 - EDUARDO PADRON HERNANDEZ - UFPEExterno à Instituição - EMANOEL LAURERTAN TAVARES FRANÇA - UFPE
Notícia cadastrada em: 22/02/2026 15:33
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