PPGEC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL - CTG DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL - CTG Téléphone/Extension: (81)9996-5225

Banca de DEFESA: DEMÓSTENES DE ARAÚJO CAVALCANTI JÚNIOR

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DEMÓSTENES DE ARAÚJO CAVALCANTI JÚNIOR
DATA : 03/02/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

COMPORTAMENTO DE GRUPOS DE ESTACAS TIPO HÉLICE CONTÍNUA SUBMETIDOS A CARREGAMENTO HORIZONTAL NO TOPO EM SOLO ARENOSO


PALAVRAS-CHAVES:

Estacas tipo hélice contínua; Eficiência de grupo; Rigidez dependente do deslocamento; Ensaios em escala real; Degradação cíclica; Distribuição de cargas


PÁGINAS: 256
RESUMO:

Os esforços horizontais exercem influência determinante no dimensionamento e no desempenho de fundações profundas em pontes, torres eólicas, estruturas portuárias e obras offshore, bem como em outras estruturas em que a parcela lateral é significativa. Embora a resposta de estacas submetidas a carregamentos laterais venha sendo estudada de forma contínua, permanece a necessidade de ampliar a base de dados experimentais de modo a aprimorar a compreensão dos mecanismos de interação solo–estaca–solo e da redistribuição de esforços em grupos, em níveis de deslocamento compatíveis com a condição de serviço. Este trabalho apresenta resultados de ensaios de carregamento horizontal em estacas tipo hélice contínua, realizados em escala real no Campo Experimental do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Sergipe. Foram testadas uma estaca isolada, um grupo com duas estacas em linha e outro com três estacas, todas com diâmetro de 400 mm, comprimento de 8,5 m, espaçamento centro a centro de 2,5 diâmetros e topo livre. Os deslocamentos horizontais foram medidos no topo por extensômetros e ao longo da profundidade por inclinômetros. As cargas transmitidas a cada estaca foram determinadas a partir de barras instrumentadas que conectavam as estacas de cada grupo. Os resultados evidenciam três aspectos principais: (i) o comportamento da estaca isolada em regime de serviço, com nₕ variando entre 221 e 317 MN/m³ e Eₛ entre 95 e 111 MN/m², valores superiores aos estimados por correlações empíricas baseadas em SPT e CPTU; (ii) a degradação progressiva da rigidez do sistema solo–estaca sob carregamentos cíclicos, com redução de cerca de 39% da rigidez secante após quatro ciclos; e (iii) a redistribuição de cargas entre as estacas dos grupos, com a dianteira assumindo parcela crescente da carga total em função de efeitos de sombreamento e arqueamento do solo. As eficiências de grupo variaram entre 0,25 e 0,70 para carregamentos entre 10 kN e 60 kN por estaca, demonstrando comportamento não linear dependente do nível de deslocamento e da configuração do arranjo. As análises numéricas com o modelo de Mohr– Coulomb reproduziram satisfatoriamente a rigidez inicial, mas não capturaram a degradação observada experimentalmente, ressaltando a necessidade de modelos constitutivos mais avançados. Os resultados constituem um acervo de dados experimentais de referência para calibração e validação de modelos analíticos e numéricos de estacas isoladas e grupos submetidos a carregamento lateral em solos arenosos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FERNANDO ARTUR BRASIL DANZIGER - UFRJ
Externo à Instituição - FERNANDO SABOYA ALBUQUERQUE JUNIOR - UENF
Interno - 2749584 - IGOR FERNANDES GOMES
Presidente - 2984374 - MARIA ISABELA MARQUES DA CUNHA VIEIRA BELLO
Externo à Instituição - MAURÍCIO MARTINES SALES - UFG
Notícia cadastrada em: 13/01/2026 10:32
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