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Banca de DEFESA: CARLO HENRIQUE DA SILVA MALINCONICO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLO HENRIQUE DA SILVA MALINCONICO
DATA : 31/08/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

Efeitos da urbanização sobre a resposta hidrológica de bacia costeira urbana: espacialização por sensoriamento remoto e modelagem chuva-vazão na bacia do Rio Tejipió


PALAVRAS-CHAVES:

inundação urbana; sensoriamento remoto; Sentinel-2; Curve Number; HEC-HMS; HEC-RAS; infraestrutura viária


PÁGINAS: 173
RESUMO:

A urbanização de bacias costeiras altera a partição entre infiltração e escoamento possibilitando inundações em áreas densamente ocupadas. Esta dissertação avaliou os efeitos da urbanização sobre a resposta hidrológica da bacia de contribuição do rio Tejipió à travessia da BR-101, no Recife (PE), no período de 1985 a 2026, e as consequências para a capacidade hidráulica da estrutura. O uso e a cobertura do solo foram mapeados por classificação Random Forest sobre composição mediana Sentinel-2 (26 cenas, 2025-2026), com acurácia global de 92,99 % e índice Kappa de 0,90, e a evolução histórica foi caracterizada pela série MapBiomas (1985-2024). O parâmetro Curve Number (CN) do método SCS foi espacializado para cada cenário: o valor médio ponderado cresceu de 78,07 em 1985 para 80,87 em 2025-2026, enquanto a área construída passou de 35,26 % para 58,86 % da área válida. As chuvas de projeto derivaram de equação IDF ajustada à série da estação Curado (65 anos hidrológicos, 1960-2024), e a transformação chuva-vazão pela cadeia SCS-CN com hidrograma unitário produziu vazões de pico de 121,95, 142,01 e 164,68 m³/s para os tempos de retorno de 25, 50 e 100 anos, verificadas no HEC-HMS com diferenças inferiores a 1,1%. A modelagem hidrodinâmica unidimensional em regime permanente no HEC-RAS, com a geometria da ponte inserida sobre topografia LiDAR de 1 m (PE3D) e cotas da superestrutura medidas em campo, indicou controle crítico na abertura e borda livre inferior ao critério de 1,00 m recomendado pelo DNIT em todas as recorrências: no TR 100, a folga é de 0,43 m no modelo completo. No cenário de cobertura de 1985, a folga era de 0,42 m; no cenário prospectivo combinado de saturação urbana e incremento de 10,19 % na chuva de projeto (SSP2-4.5, horizonte de 2050), a vazão atinge 195,50 m³/s e o nível calculado ultrapassa o fundo da viga em 0,13 m. Os resultados indicam que a insuficiência hidráulica da travessia é condicionada principalmente pela geometria restritiva da abertura, agravada de forma progressiva pela urbanização e pelas projeções climáticas, e fornecem subsídios para a gestão da macrodrenagem e para a verificação periódica de travessias em bacias urbanas costeiras.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1688881 - ALFREDO RIBEIRO NETO
Externa ao Programa - 1370855 - HAYLLA REBEKA DE ALBUQUERQUE LINS LEONARDO - nullExterno à Instituição - MARCOS ANTONIO BARBOSA DA SILVA JUNIOR - UPE
Notícia cadastrada em: 13/08/2026 09:43
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