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Banca de QUALIFICAÇÃO: JÉSSICA CAMILA DO NASCIMENTO ROCHA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JÉSSICA CAMILA DO NASCIMENTO ROCHA
DATA : 25/05/2026
LOCAL: Pós-Graduação Engenharia Civil
TÍTULO:

Desinfecção de efluente sanitário anaeróbio com hipoclorito de sódio produzido in loco


PALAVRAS-CHAVES:

desinfecção de efluentes; hipoclorito de sódio gerado in loco; subprodutos da desinfecção; resistência antimicrobiana; ecotoxicologia


PÁGINAS: 80
RESUMO:

A remoção de patógenos dos esgotos sanitários é essencial para o reúso seguro da água e para a proteção da saúde pública. Entre os métodos de desinfecção, a cloração destaca-se pelo baixo custo e pela facilidade operacional. Entretanto, esse processo pode levar à formação de subprodutos da desinfecção (DBPs), compostos potencialmente carcinogênicos, genotóxicos e mutagênicos, o que gera preocupações quanto aos impactos ambientais e à saúde humana. Além disso, as estações de tratamento de esgoto (ETEs) também podem atuar como reservatórios de bactérias resistentes a antibióticos, incluindo os patógenos do grupo ESKAPE, cujos processos convencionais de tratamento nem sempre são capazes de eliminar. Nesse contexto, a avaliação da ecotoxicidade e da eficiência dos processos de desinfecção torna-se fundamental. Assim, este estudo pretende avaliar a eficiência do hipoclorito de sódio gerado in loco na desinfecção de efluentes sanitários, considerando a formação de subprodutos da desinfecção, a inativação bacteriana e a toxicidade do efluente tratado. O efluente sanitário utilizado no estudo foi coletado após tratamento biológico em reator UASB da ETE Mangueira (Recife–PE) e caracterizado quanto aos parâmetros físico-químicos. O hipoclorito de sódio gerado in loco foi produzido em laboratório por eletrólise e caracterizado conforme as normas técnicas vigentes. Os ensaios de desinfecção foram realizados variando-se a dose e o tempo de contato. A eficiência da desinfecção foi avaliada pela quantificação de coliformes totais, E. coli e bactérias do grupo ESKAPE, por meio de métodos microbiológicos e de identificação molecular por PCR em tempo real. Os perfis de resistência antimicrobiana foram determinados pelo método de difusão em disco. A formação de subprodutos da desinfecção foi avaliada por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS) e cromatografia de íons. A ecotoxicidade do efluente tratado foi investigada por meio de ensaios agudos com Daphnia magna. Resultados preliminares demonstraram que a desinfecção foi altamente eficaz contra Klebsiella, Enterococcus e Staphylococcus, eliminando-os em 10 minutos. No entanto, Pseudomonas demonstrou resistência acentuada. Mesmo após 30 minutos, foram detectadas células viáveis. Embora esse comportamento tenha sido relatado em estudos anteriores, essas descobertas reforçam a necessidade de otimizar as dosagens de cloro em ETEs. Além disso, embora os coliformes sejam amplamente utilizados como indicadores de eficiência de desinfecção, sua quantificação ignora riscos críticos à saúde pública, particularmente a seleção e disseminação de bactérias resistentes a antibióticos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3133998 - BRUNA SCANDOLARA MAGNUS
Externo à Instituição - DEVSON PAULO PALMA GOMES - IFPE
Externo à Instituição - MIGUEL MANSUR AISSE - UFPR
Interno - 3370925 - OSMAR LUIZ MOREIRA PEREIRA FONSECA DE MENEZES
Notícia cadastrada em: 18/05/2026 10:49
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