FERRAMENTAS DE APOIO À DECISÃO PARA A GESTÃO E VALORIZAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS VIA RECICLAGEM: estudo de caso na Região Metropolitana do Recife – PE, Brasil
1. Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). 2. Indicadores de Sustentabilidade. 3. Ferramentas de Apoio à Decisão. 4. Análise de Componentes Principais (PCA). 5. Modelos de Otimização Multiobjetivo. 6. Fronteira de Pareto.
A gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no Brasil teve avanços significativos na última década após a publicação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) (Lei nº 12.305/2010), mas os desafios ainda persistem. Atualmente, foram estabelecidas novas metas após a promulgação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020) no Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PLANARES), instituído pelo Decreto nº 11.043/2022. O foco das legislações atuais esta nas metas de reciclagem, na inclusão dos profissionais de reciclagem e nos programas e pagamento por desempenho (por exemplo, por tonelada coletada ou recuperada). Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi desenvolver ferramentas de apoio a decisão com foco nas novas políticas publicas. Foi realizado um estudo de caso na Região Metropolitana de Recife (RMR) para a construção de um índice de sustentabilidade para avaliar e hierarquizar a gestão municipal dos RSU. Ademais, foi realizado um estudo de caso no município do Recife – que possui o maior programa da coleta seletiva da RMR – para construção da fronteira de Pareto (trade-off) – fronteira de eficiência técnica de alocações ótimas. Pariu-se do pressuposto de que as decisões do setor Público estão condicionadas a limitações orçamentarias e possuem objetivos conflitantes com as metas de valorização econômica, ambiental e social. O foco da ferramenta não é expor uma solução ótima única, mas o suporte a decisão. Os resultados obtidos foram promissões para expansão da coleta seletiva, com compensação ambiental para taxas de recuperação de cerca de 22% dos recicláveis secos e benefícios marginais altos para sua valorização econômica, ou seja, retornos significativos para cada incremento de investimento. Todavia, para maior eficiência do sistema, deve-se investir na Educação Ambiental para maior adesão da população e redução das taxas de rejeito que são responsáveis pela contaminação cruzada, redução dovalor de mercado, aumento dos custos operacionais e das emissões associadas a coleta seletiva.