Banca de DEFESA: ANA CAROLINA GONÇALVES DE MELO FARIAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA CAROLINA GONÇALVES DE MELO FARIAS
DATA : 25/02/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Virtual, 25/02/26, 10h
TÍTULO:

MENSURANDO O INVISÍVEL: proposta de modelo para estimar a subnotificação de crimes cibernéticos no Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Crime cibernético; subnotificação; Segurança Pública.


PÁGINAS: 132
RESUMO:

Em que medida há subnotificação de crimes cibernéticos no Brasil e quais são as suas implicações para as políticas públicas de segurança cibernética? O avanço tecnológico e a ampla conectividade digital transformaram o Brasil em um dos países com maior incidência de crimes cibernéticos no mundo, revelando a urgência de políticas públicas eficazes para enfrentamento dessa modalidade criminal. Apesar dos altos índices de acesso à internet e da crescente digitalização das interações sociais, observa-se uma profunda lacuna entre os dados oficiais e extraoficiais sobre crimes virtuais, apontando para um cenário de subnotificação que compromete a formulação de diagnósticos precisos e, por consequência, de políticas públicas fundamentadas em evidências. Esta pesquisa investiga a subnotificação de crimes cibernéticos no Brasil por meio de uma análise empírica que combina dados oficiais de registros de boletins de ocorrência com fontes alternativas, de 2019 a 2024, utilizando o modelo de regressão Binomial Negativa para estimar a incidência real de delitos digitais, bem como verificar indicadores que estão significativamente correlacionados com o aumento da modalidade criminosa. A metodologia adotada permite mensurar a discrepância entre os dados registrados e a projeção estatística de ocorrências, considerando variáveis explicativas como acesso à internet, escolaridade, transações bancárias online e infraestrutura institucional. Além da análise quantitativa, o estudo contextualiza o fenômeno da subnotificação no campo da segurança pública, destacando seus aspectos individuais e institucionais, como a falta de confiança da população nas autoridades, a insuficiência de capacitação técnica das polícias e a ausência de padronização na coleta de dados. Os resultados corroboram a hipótese de uma subnotificação sistêmica e elevada revelam limitações estruturais que dificultam a resposta estatal ao cibercrime e evidenciam a necessidade de estratégias integradas entre governo, setor privado e sociedade civil. Ao apontar as fragilidades na governança digital brasileira e propor instrumentos metodológicos para a mensuração da subnotificação, a pesquisa contribui para o aprimoramento das políticas de segurança cibernética, bem como para o fortalecimento da proteção de direitos fundamentais no ambiente digital. A relevância deste estudo reside em sua capacidade de fomentar um debate qualificado sobre a transparência dos dados públicos e a efetividade das ações estatais diante de um fenômeno criminal cada vez mais complexo e transnacional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3089607 - RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
Interna - 2991947 - MARIA DO CARMO SOARES DE LIMA
Externo à Instituição - EMERSON WENDT
Notícia cadastrada em: 24/02/2026 13:56
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