Banca de QUALIFICAÇÃO: CAMILA NUNES CARNEIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAMILA NUNES CARNEIRO
DATA : 29/09/2026
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Ciência de Materiais
TÍTULO:

PRODUÇÃO DE CELULOSE BACTERIANA A PARTIR DE POLPA DE MANGABA: AVALIAÇÃO DO POTENCIAL PARA EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS


PALAVRAS-CHAVES:

celulose bacteriana; mangaba; embalagens ativas; sustentabilidade.


PÁGINAS: 102
RESUMO:

O crescente impacto ambiental decorrente do uso de embalagens plásticas convencionais tem impulsionado a busca por materiais biodegradáveis obtidos a partir de fontes renováveis. Nesse contexto, a celulose bacteriana (CB) destaca-se por suas propriedades estruturais, elevada pureza, resistência mecânica e potencial para incorporação de compostos bioativos, tornando-se uma alternativa promissora para o desenvolvimento de embalagens ativas. Este trabalho teve como objetivo produzir filmes de celulose bacteriana utilizando polpa de mangaba (Hancornia speciosa) como fonte alternativa de carbono, avaliando o potencial desse biomaterial para aplicação em embalagens sustentáveis. Foram produzidas membranas em três meios de cultivo: Hestrin-Schramm (HS), suco de mangaba e suco de mangaba suplementado com glicose. Os materiais obtidos foram caracterizados quanto ao rendimento de produção, capacidade de retenção de água, consumo de açúcares redutores, porosidade, propriedades químicas por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR-ATR), estabilidade térmica por análise termogravimétrica (TGA), morfologia superficial por microscopia eletrônica de varredura (MEV), além da atividade antioxidante e antimicrobiana. Os resultados demonstraram que a utilização da polpa de mangaba favoreceu a produção de celulose bacteriana, mantendo a
estrutura característica do biopolímero e promovendo alterações na organização da rede nanofibrilar. As membranas produzidas apresentaram elevada capacidade antioxidante, com valores superiores a 94%, além de atividade antimicrobiana frente a Staphylococcus aureus, indicando potencial para aplicação em embalagens ativas. As análises de FTIR e TGA confirmaram a preservação da estrutura química da celulose bacteriana e adequada estabilidade térmica, enquanto as imagens de MEV evidenciaram modificações morfológicas decorrentes da incorporação dos compostos presentes na mangaba. Dessa forma, os resultados demonstram que a utilização da polpa de mangaba constitui uma alternativa sustentável para a produção de celulose bacteriana com propriedades funcionais, agregando valor a um recurso da biodiversidade brasileira e ampliando o potencial de aplicação desse biomaterial em sistemas de embalagem ativa.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - LUCIANA LEITE DE ANDRADE LIMA - UFRPE
Externo ao Programa - 2823856 - LUCIANO COSTA ALMEIDA - nullPresidente - 1354207 - SEVERINO ALVES JUNIOR
Notícia cadastrada em: 03/09/2026 16:01
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