ACERVOS PESSOAIS COMO MEMÓRIA E ESCRITA DE SI: IDENTIDADE E TRAJETÓRIA NO LEGADO DE HERMANO JOSÉ
Palavras-chave: Acervos Pessoais; Memória; Identidade; Hermano José.
RESUMO
Esta pesquisa propõe investigar o impacto identitário dos médiuns de memórias presentes nos acervos pessoais e sua capacidade de reafirmar ou ressignificar narrativas pessoais e sócio-históricas. Busca compreender a memória como um processo identitário materializado por meio dos suportes informacionais dos acervos pessoais, como potencial de serem agentes de reparação e resistências de grupos silenciados ou apagados. Como objeto de estudo definiu-se o acervo pessoal do professor e renomado artista plástico paraibano Hermano José, que se encontra, em maioria, no Museu Casa de Cultura Hermano José, com objetivo geral de demonstrar o impacto dos médiuns de memória no acervo pessoal de Hermano José. Para apoiar o referencial teórico utilizou-se o conceito de trajetórias de Bourdieu para identificar as muitas facetas de Hermano José, aliada a teoria de Foucault que compreende o acervo pessoal como um fazer de subjetivação identitária e uma escrita de si. A pesquisa tem abordagem documental, qualitativa e exploratória, apoiada na perspectiva epistemologicamente na hermenêutica do sujeito e na vertente fenomenológica husserliana. O estudo pretende usar como métodos operacionais a arqueologia das mídias como uma escavação das camadas do acervo, – que contém diários, correspondências, esboços, fotografias, livros e objetos tridimensionais, – e para a identificação de tendências e padrões identitários será utilizada a análise de conteúdo. Como resultado, espera-se traçar um panorama de como os acervos pessoais com o de Hermano José possuem potencial info memorial para fortalecer ou ressignificar narrativas pessoais e coletivas de seu titular, bem como de contextos sócio-históricos.