Banca de DEFESA: JORDANA DA COSTA TEIXEIRA LIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JORDANA DA COSTA TEIXEIRA LIRA
DATA : 29/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Departamento de Ciencia da Informação
TÍTULO:


Memória em risco: efeitos da exposição à luz na degradação de diferentes tipos de papel: um estudo experimental


PALAVRAS-CHAVES:

Preservação de documentos. Conservação preventiva. Degradação de papéis. Exposição a luz.


PÁGINAS: 95
RESUMO:

Investiga os efeitos da exposição à luz solar, LED branca e de LED amarela sobre papéis de algodão, sulfite, jornal e uma folha de guarda de jornal datada do século XX, e sua relação com a preservação de documentos. A pesquisa teve o caráter quali quantitativo, quanto aos meios foi um estudo exploratório e pesquisa bibliográfica e quanto aos fins foi uma pesquisa descritiva. Utilizou o método experimental e como técnica de coleta de dados a observação. O tempo total de exposição foi de 14 meses compreendendo as datas de 31/03/2025 a 31/05/2026. As amostras foram submetidas a uma análise em escala macroscópica (inspeção visual) seguida de caracterização em escala microscópica (microscopia óptica). Entre as condições analisadas, a exposição à luz solar apresentou os efeitos mais severos, provocando amarelecimento acentuado, oxidação, ressecamento, fragmentação das fibras. As fontes artificiais de iluminação mostraram potencial degradante inferior ao da luz solar. A luz LED branca provocou alterações moderadas, caracterizadas principalmente por oxidação localizada em alguns materiais. Já a luz LED amarela apresentou os menores níveis de degradação observados durante o período experimental, com alterações predominantemente microscópicas e pouco perceptíveis em escala macroscópica. O papel jornal revelou-se o material mais vulnerável à oxidação e ao amarelecimento, enquanto a folha de guarda histórica apresentou intensa degradação física, manifestada por ressecamento, perda de flexibilidade e fragmentação estrutural. O papel algodão demonstrou maior estabilidade frente ao envelhecimento induzido pela luz, mantendo características visuais mais próximas às do grupo de controle. O papel sulfite, embora menos suscetível ao amarelecimento, apresentou maior predisposição ao desenvolvimento de colônias fúngicas. Considera-se que os resultados obtidos reforçam a importância da conservação preventiva como estratégia fundamental para a salvaguarda dos acervos documentais. O controle da exposição luminosa, associado ao monitoramento da temperatura, da umidade relativa do ar e das condições de armazenamento, constitui uma medida indispensável para retardar os processos de degradação e ampliar a longevidade dos suportes de memória.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2858611 - MAJORY KAROLINE FERNANDES DE OLIVEIRA MIRANDA
Interno - 1673028 - MURILO ARTUR ARAUJO DA SILVEIRA
Externa à Instituição - VANIA FERREIRA DA SILVA - UFRPE
Notícia cadastrada em: 29/06/2026 09:30
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa10.ufpe.br.sigaa10