Do quintal à nuvem: desafios da preservação da Memória Lúdica na era digital
preservação digital da memória lúdica; preservação digital de folk games; preservação digital de jogos, brincadeiras e canções de matriz indígena e africana; games como patrimônio cultural imaterial; games como documento arquivístico.
Ao longo de sua trajetória histórica, as expressões lúdicas constituem um dos pilares da herança histórico-cultural da humanidade. Brincadeiras, jogos, canções e esportes acompanham o indivíduo ao longo do tempo, convertendo-se em memórias que integram o repertório simbólico e afetivo de indivíduos e da coletividade. Sob a perspectiva da Ciência da Informação, a memória lúdica é compreendida a partir da evolução de seus suportes. Inicialmente vinculada à tradição oral e à prática, apoiada em elementos naturais como sementes, pedras e madeira, passou a ser registrada em materiais como papel e plástico, circuitos eletrônicos e, na contemporaneidade, em formatos digitais. No entanto, apesar desses avanços, a memória lúdica permanece sob risco de perda, para além da migração de suportes, da obsolescência tecnológica, de fatores políticos e econômicos e do esquecimento, comprometem que essa memória chegue às futuras gerações. O objetivo é investigar o status da memória lúdica em Instituições Memoriais Brasileiras. A metodologia adotará a triangulação, combinando análise documental de políticas, entrevistas semiestruturadas e estudo de caso, a fim de examinar os desafios e estratégias de preservação sob os aspectos técnicos, legais, institucionais e culturais. Como resultado, se espera contribuir com informações sólidas para criação de um modelo teórico-metodológico de preservação digital sustentável para auxiliar na elaboração de diretrizes para políticas, estratégias e uso de tecnologias voltadas à memória lúdica.