PROPRIEDADES MECÂNICAS E MICROESTRUTURAIS DE ARGAMASSAS SUSTENTÁVEIS COM INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DA INDÚSTRIA METALMECÂNICA
Argamassas; carepa de laminação; propriedades químicas; propriedades físicas; desempenho mecânico.
A busca por novas alternativas para a indústria da Construção Civil é uma necessidade
econômica, sustentável e ambiental. Diante dessa questão, o objetivo principal desta
pesquisa foi investigar dois diferentes conjuntos de argamassas com incorporação de
carepa de laminação, em que foram avaliadas suas propriedades microestruturais e
desempenho mecânico, visando obter argamassas sustentáveis. Assim, foram produzidos
corpos-de-prova (CPs) cilíndricos e prismáticos em diferentes tipos de incorporação:
argamassa de referência, argamassas com adição de carepa, com substituição parcial do
cimento por carepa, nas proporções de 10%, 20% e 30%. Além disso, foram realizados
ensaios difração de raios-X (DRX), espectroscopia de infravermelho por transformada de
Fourier (FTIR) e microscopia eletrônica de varredura (MEV/EDS). Também foram
realizados ensaios físicos e mecânicos, como índice de consistência, resistência à
compressão axial e resistência à tração na flexão. No que diz respeito às análises de DRX
foi possível verificar a presença de compostos como alita e portlandita, comum em
argamassas cimentícias. Os espectros de FTIR confirmaram a presença de grupos
funcionais a partir de bandas de absorção referentes ao estiramento Si – O. Nas
micrografias obtidas por MEV, observaram-se pequenas modificações na morfologia dos
compósitos com o aumento da porcentagem de carepa, e o EDS corroborou os dados
obtidos no FTIR. Do ponto de vista físico, observou-se que a adição de carepa influenciou
o índice de espalhamento e a densidade das misturas. Em relação ao desempenho
mecânico, verificou-se que a resistência das argamassas apresenta alteração com o
aumento da quantidade de carepa, especialmente nas misturas com substituição parcial
do cimento. Finalmente, pode-se concluir que a utilização de carepa em argamassas pode
representar uma alternativa técnica e ambientalmente viável, alinhando-se aos princípios
do desenvolvimento sustentável e da economia circular na Construção Civil.