O ensino tecnológico de Design Gráfico no IFPE: Entre o neoliberalismo e a autonomia estudantil
Autonomia estudantil; Design e educação; Educação profissional; Instituto Federal; Precarização.
Por meio da perspectiva dos discentes e egressos do curso Tecnológico em Design Gráfico do IFPE campus Recife, buscamos entender como as demandas neoliberais dentro dos espaços de ensino interferem nas vivências acadêmicas, nas relações entre estudantes e instituição e nas práticas do design gráfico diante de um sistema cada vez mais precarizado e que atinge intensamente os jovens que estão entrando no mundo do trabalho. Enquanto egressa do mesmo curso, a temática envolve a experiência pessoal e o conhecimento adquirido ao longo da minha formação e uma frustração significativa com a profissão escolhida diante da precarização do trabalho criativo, conforme apontado por Lorusso (2023) e Custódio (2023). Por meio de entrevistas qualitativas com estudantes do curso, buscamos abrir espaço de discussão em grupo sobre as dificuldades vividas em cada realidade, para então pensar em ações coletivas de sobrevivência ao modelo de escola-fábrica e mentalidade empreededorialista (Lorusso, 2023). A exemplo de ação estudantil, temos o préocupe (Souza; Cunha Filho, 2022) que promove atividades variadas fora do contexto da grade curricular, proporcionando uma experiência em comunidade e reflexões críticas sobre as expectativas acadêmicas e profissionais.