Dialogias da Sustentabilidade: caminhos >in< possíveis à poética do design
design, vulnerabilidade, sustentabilidade, imagem, imaginário, neurociência cognitiva.
Baseada na teoria reflexiva e autoetnografia, esta tese traz reflexões sobre o mundo figital (físico, digital, social) do design de artefatos digitais, da interface de imagem e as implicações ao fazer docente e vida da pesquisadora. Em abordagem poética, subjetiva e autoral, tece as relações de sua prática e vivência em diálogos da sustentabilidade em ambientes vulneráveis. O resultado em processo se apresenta na forma da ferramenta fractal cromática, o microssistema web Fractus®, de sua autoria, como uma nova metodologia qualitativa para a conceituação de projetos em design. Esta ferramenta, que se baseia no princípio fractal proposto por William McDonough e Michael Baungart em 2002, preterida ao projetar contemporâneo, é dedicada aos designers mais envolvidos com as velocidades tecnológicas, os mais pragmáticos, assim como para os que já dedicam seu olhar à totalidade do pensamento e práticas mais que humanas em um mundo açodado em pós verdades. Tem como premissa mostrar que sustentabilidade não é um sofisma como o produzido pela sociedade bipartite do contemporâneo e lança possibilidades à efetividade do design, sobretudo ao design da interface de imagem responsável. Abarca estudos sobre o mundo codificado das imagens, suas relações com a ciência cognitiva, a neurociência e a poética das constituições imaginárias como agentes do porvir e suas implicações à sustentabilidade enquanto exercício do conceito de responsabilidade expandida. O percurso auto etnográfico encontra na teoria fundamentada e na metodologia ativa, o campo facilitador para introdução de lógica filosófica que propicia o desenvolvimento de nova forma-pensamento às práticas do design. Para isso, transita por teorias e história, do moderno ao contemporâneo, trazendo novos olhares sobre a poética dos artefatos físicos e virtuais, aqui vistos sob um novo prisma.