A NOÇÃO DE MORADA EM LÉVINAS, COMO CONTRIBUIÇÃO À COMPREENSÃO DE ESPAÇO EM SUA CONDIÇÃO SUBJETIVA
Morada; Espaço; Arquitetura e Urbanismo; Subjetividade; Hospitalidade; Ética da Alteridade
A presente tese, em andamento, é provocada pelo seguinte problema central: Em que sentido a noção de morada, proposta por Emmanuel Lévinas, contribui para a ressignificação do conceito de espaço na Arquitetura e Urbanismo? O principal objetivo é analisar a contribuição da noção de morada, proposta pelo filósofo Emmanuel Lévinas para a ressignificação do conceito de espaço na Arquitetura e Urbanismo. Especificamente, busca-se: analisar as noções de espaço, desde o campo da filosofia até o âmbito da Arquitetura e do Urbanismo; refletir sobre a relação dos conceitos de espaço com o fazer arquitetônico; investigar a dimensão subjetiva do espaço como lugar de existência; pela ótica da noção de morada desenvolvida por Lévinas, analisar os conceitos necessários para a compreensão da mesma: ética da alteridade, subjetividade, interioridade, exterioridade, responsabilidade, acolhimento, hospitalidade; investigar a presença da experiência para a noção de morada em Lévinas e cotejá-la com o conceito de espaço existencial em Norberg-Schulz; e estabelecer relações dialógicas entre filosofia e arquitetura. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa e de caráter exploratório, que se ancora na Hermenêutica de Paul Ricoeur. A hipótese, em processo de teste, que direciona esta pesquisa, consiste na seguinte afirmação: A noção de morada, em Lévinas, contribui para a ressignificação do conceito de espaço na Arquitetura e Urbanismo.
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