Banca de DEFESA: CÉLIO HENRIQUE ROCHA MOURA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CÉLIO HENRIQUE ROCHA MOURA
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: REMOTO
TÍTULO:

DO PARQUE DOS MANGUEZAIS ÀS CROAS DA MARÉ
Táticas de territorialização na Comunidade do Bode

 


PALAVRAS-CHAVES:

território. táticas. áreas protegidas. comunidades pesqueiras.
pluriverso.

 


PÁGINAS: 391
RESUMO:

O presente estudo objetiva discutir como as práticas do cotidiano de comunidades
ribeirinhas próximos a Áreas Protegidas funcionam como táticas de territorialização.
A pesquisa possui natureza etnográfica e foi desenvolvida utilizando-se da imersão
em campo, mobilizando técnicas como oficinas de cartografia social, diálogos e
observação participante, norteadas por pressupostos de pesquisa-ação. O objeto
empírico é a Comunidade do Bode no bairro do Pina-Recife/PE e a Unidade de
Conservação da Natureza Parque dos Manguezais, territórios marcados pela prática
da pesca artesanal. O foco da discussão recai sobre os Sistemas de Áreas Protegidas,
lidos como instrumentos normativos que desconsideram práticas territoriais anteriores
às delimitações oficiais. Questiona-se a reprodução de categorias conceituais, como
Preservação, Território e Área Protegida, que, na lógica do planejamento e do
ordenamento territorial, reduzem territórios vividos a uma dimensão pragmática e
funcional. Argumenta-se que a sobrecodificação normativa daquela comunidade gera
vulnerabilidade institucional, desterritorializando os trabalhadores da pesca e gerando
impacto na reprodução social do trabalho e do território. Como resposta, para além
das resistências expressas em movimentos sociais organizados, são desenvolvidas
táticas silenciosas lidas nas configurações socioterritoriais locais, consagradas em
acordos cotidianos e arranjos comunitários, que demonstram formas de resistências
implícitas. Procura-se demonstrar que, independentemente da normatização
institucional, o território é dinâmico em suas dimensões prática e existencial, sendo
moldado no cotidiano, pelas economias populares, pelos vínculos de trabalho, na
ancestralidade e nas redes de vizinhança, que se encontram nas águas da “maré”.
Com isso, pode-se realizar uma leitura pluriversal da Política Ambiental, que possibilita
reconhecer múltiplas territorialidades e a incorporação das áreas de pesca como
territórios legítimos na cidade.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2131071 - TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
Interna - 2133755 - EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
Interno - 1149640 - FABIANO ROCHA DINIZ
Externo ao Programa - 3365778 - JOSE ESTEBAN CASTRO - UFPEExterna ao Programa - 1278948 - MARIA DO CARMO MARTINS SOBRAL - UFPE
Notícia cadastrada em: 19/02/2026 14:14
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