INVISIBILIDADE PATRIMONIAL DO JARDIM HISTÓRICO NA “CIDADE VERDE”: A PRAÇA DA COSTA E SILVA, EM TERESINA-PI
jardim histórico; cidade verde; invisibilidade patrimonial; Burle Marx
Esta pesquisa investiga a invisibilidade patrimonial dos jardins históricos, tomando como objeto de estudo a Praça Da Costa e Silva, em Teresina-PI, concebida por Roberto Burle Marx e Acácio Gil Borsoi. Parte da seguinte pergunta de pesquisa: por que um jardim histórico é invisibilizado como patrimônio na lógica institucional e social da "Cidade Verde"? Fundamenta-se nas categorias jardim histórico, invisibilidade patrimonial e imaginário da "Cidade Verde", compreendendo o patrimônio como construção histórica, política e simbólica. O objetivo é explicar as razões que levam à invisibilização patrimonial da Praça Da Costa e Silva, identificando os processos institucionais, normativos e socioculturais que condicionam seu não reconhecimento como patrimônio. Metodologicamente, adota uma abordagem qualitativa, de caráter interpretativo e fundamentação dialética, utilizando o estudo de caso como estratégia de investigação. A pesquisa articula pesquisa bibliográfica, documental e histórico-iconográfica, análise da legislação patrimonial e urbanística, levantamento de fontes cartográficas e fotográficas, observação de campo e análise comparativa entre o projeto original e as intervenções contemporâneas. A interpretação dos dados incorpora a Crítica ao Discurso Autorizado do Patrimônio, de Laurajane Smith, para examinar os critérios institucionais de patrimonialização; a perspectiva dos lugares de memória e dos silêncios históricos, de Pierre Nora, e uma leitura crítica inspirada em Durval Muniz de Albuquerque Júnior, compreendendo o jardim como uma narrativa paisagística de valorização da biodiversidade nordestina e de resistência aos processos de homogeneização identitária.