Espaços hospitalares de longa permanência como um modo de habitar.
Estudo sobre arquitetura hospitalar em setores de oncologia pediátrica
Habitar; Estudos interdisciplinares; Espaços hospitalares infantis; Fenomenologia da arquitetura.
A presente dissertação é resultado de uma profunda pesquisa destinada a embasar o trabalho a ser apresentado para aprovação no mestrado. Visa assim discorrer sobre como estender o conceito de habitar a espaços hospitalares infantis que recebem crianças para tratamento de longa permanência. Parte do princípio de que o significado de habitar, para além de trazer com ele uma função relacionada ao morar, incorpora entendimentos tais como o de vivência, de identidade com o lugar, de conforto subjetivo, de modo que ele se apresente como representativo de uma relação significativa com determinado ambiente. A partir dessa perspectiva, busca definir um conceito de habitar próprio ao tema da pesquisa, considerando metodologicamente, pelo menos dois momentos: 1. De análise de projetos arquitetônicos pensados para o bem-estar do paciente, tais como a Sede da Rede de hospitais Sarah Kubitschek, em Salvador, Bahia, de João Filgueiras Lima; o Sanatório de Paimio, na Finlândia, de Alvar Aalto; o Centro Médico de San Bernardino na California de Richard Neutra; 2. Estudos interdisciplinares de diálogo entre a Teoria da Arquitetura (com os arquitetos Peter Zumptor, Norberg-Schulz e Juhuani Pallasmaa) e a Neurociência (com os neurocientistas Antônio Damásio e seus estudos sobre o sentimento, e Alain Berthoz, com um de seus estudos sobre empatia espacial). O propósito é conseguir, com estes subsídios analíticos e teóricos fazer uma reflexão sobre espaços hospitalares voltados para pacientes infantis em tratamento oncológico que possam servir de norteador de projetos de arquitetura hospitalar conjugando bem-estar ambiental com o sentido existencial do conceito de habitar.