ARQUITETURA COMO DISPOSITIVO: O USO DO PODER NA ARQUITETURA RESIDENCIAL CONTEMPORÂNEA
Palavras-chave: Habitação social; poder disciplinar; arquitetura; Era Vargas; genealogia.
A presente pesquisa investiga a relação entre a arquitetura e poder e tem como objetivo analisar as relações de poder na constituição do modelo de habitação social brasileiro. A investigação parte da problemática habitacional contemporânea ao expor a relação paradoxal entre do déficit habitacional e aumento das unidades habitacionais lançadas nos últimos anos pelo Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), evidenciando o caráter político e econômico presente na habitação social brasileira. Para tanto, busca-se fundamentar a relação entre a habitação social e os interesses políticos e econômicos desde seu surgimento, durante a Era Vargas, até os dias de hoje. Para isso, mobilizou-se autores como Nabil Bonduki, Erminia Maricato e Raquel Rolnik. Esta pesquisa caracteriza-se como uma investigação de natureza qualitativa, de caráter teórico, voltada à análise histórica, política e documental da habitação social brasileira produzida entre 1930 a 1954. Adota-se o método de análise crítica inspirada na genealogia, fundamentada no pensamento de Michel Foucault, na qual não busca-se uma origem essencial, mas investigar, através dos momentos de rupturas e/ou descontinuidades históricas, a singularidade dos fatos ocorridos. Dividida em três fases, a metodologia é composta por uma etapa de pesquisa bibliográfica, uma etapa de pesquisa documental e análise projetual. O material coletado será analisado à luz do referencial teórico de poder disciplinar a partir da filosofia de Michel Foucault. Almeja-se, com os resultados dessa investigação, elucidar as relações de poder e práticas sociais que condicionam a forma como a habitação social foi idealizada e como ela vem sendo produzida ou reproduzida até os dias atuais.
A presente pesquisa investiga a relação entre a arquitetura e poder e tem como objetivo analisar as relações de poder na constituição do modelo de habitação social brasileiro. A investigação parte da problemática habitacional contemporânea ao expor a relação paradoxal entre do déficit habitacional e aumento das unidades habitacionais lançadas nos últimos anos pelo Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), evidenciando o caráter político e econômico presente na habitação social brasileira. Para tanto, busca-se fundamentar a relação entre a habitação social e os interesses políticos e econômicos desde seu surgimento, durante a Era Vargas, até os dias de hoje. Para isso, mobilizou-se autores como Nabil Bonduki, Erminia Maricato e Raquel Rolnik. Esta pesquisa caracteriza-se como uma investigação de natureza qualitativa, de caráter teórico, voltada à análise histórica, política e documental da habitação social brasileira produzida entre 1930 a 1954. Adota-se o método de análise crítica inspirada na genealogia, fundamentada no pensamento de Michel Foucault, na qual não busca-se uma origem essencial, mas investigar, através dos momentos de rupturas e/ou descontinuidades históricas, a singularidade dos fatos ocorridos. Dividida em três fases, a metodologia é composta por uma etapa de pesquisa bibliográfica, uma etapa de pesquisa documental e análise projetual. O material coletado será analisado à luz do referencial teórico de poder disciplinar a partir da filosofia de Michel Foucault. Almeja-se, com os resultados dessa investigação, elucidar as relações de poder e práticas sociais que condicionam a forma como a habitação social foi idealizada e como ela vem sendo produzida ou reproduzida até os dias atuais.