Banca de DEFESA: RICARDO JORGE PESSOA DE MELO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RICARDO JORGE PESSOA DE MELO
DATA : 27/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Recife
TÍTULO:

FORMA URBANA E URBANIDADE: O corpo e a alma do Recife nos modelos de crescimento da cidade

 



 


PALAVRAS-CHAVES:

PALAVRAS-CHAVE: 1. Arquitetura da Cidade; 2. Formas de crescimento urbano; 3. Urbanidade; 4. Dimensão urbana da arquitetura.


PÁGINAS: 355
RESUMO:

RESUMO

Esta pesquisa investiga a relação entre urbanidade e forma urbana no Recife ao longo dos últimos 50 anos, focando no modelo de crescimento urbano instituído pelas normativas de uso e ocupação do solo. Tal modelo estabelece como protagonista o edifício habitacional vertical de tipologia arquitetônica bem específica: uma torre sobre base horizontalizada de até quatro pavimentos destinada a garagens e áreas condominiais. Argumenta-se que as características morfotipológicas desse padrão inibem a urbanidade; o edifício torna-se, paradoxalmente, um agente de "desurbanidade" ao isolar-se do contexto público. Fundamentada no conceito de "arquitetura da cidade" de Aldo Rossi (1998), a tese dialoga com temas que fortalecem o eixo central do arquiteto italiano, como as dimensões de urbanidade (Jacobs, 2003), imagem (Lynch, 1999) e paisagem urbana (Cullen, 1983). Metodologicamente, a investigação transcende a teoria ao adotar a análise das formas de crescimento urbano proposta por Manuel de Solà-Morales (1997) — articulando os grupos morfológicos urbanização (U), parcelamento do solo (P) e edificação (E) que interagem entre si em forma e em tempos próprios — complementada por Rossi e José Lamas (2004). O método morfológico assume protagonismo no trabalho justo para evidenciar a falta de urbanidade promovida pelos edifícios na cidade do Recife, entretanto não explica o Recife. O objeto de estudo da tese é a Praça Professor Fleming (Jaqueira), analisada em dois momentos: sua gênese na década de 1950, sob o projeto urbano e arquitetônico do arquiteto carioca Acácio Gil Borsoi, e sua configuração atual, resultante do processo de adensamento iniciado nos anos 1980. Através do exame das legislações que balizaram essas duas formas de crescimento urbano, demarcando no tempo e espaço os pontos de inflexão de novos atributos morfotipológicos, a pesquisa busca compreender também as esferas públicas e privadas na construção da forma urbana e seu impacto no bem coletivo essencial: a urbanidade. Ao confrontar as legislações desses dois períodos, a tese questiona a eficácia dos parâmetros atuais e propõe que o desenho urbano transcenda a escala do lote, sugerindo soluções de quadras compactas com térreos ativos e fachadas permeáveis. Refletir as questões abordadas aqui contribui para a idealização de novas formas de crescimento urbano que considerem ambientes essencialmente arquitetônicos, ou seja, dotados de significado, intenção estética e propício à vida.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1215177 - JOSE DE SOUZA BRANDAO NETO
Interno - 1149640 - FABIANO ROCHA DINIZ
Interno - 2131071 - TOMAS DE ALBUQUERQUE LAPA
Externa à Instituição - AMÉLIA MARIA DE OLIVEIRA REYNALDO
Externo à Instituição - PEDRO HENRIQUE CABRAL VALADARES - UPE
Notícia cadastrada em: 20/03/2026 14:52
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