PPGL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - CAC DEPARTAMENTO DE LETRAS - CAC Teléfono/Ramal: (81) 99262-6709

Banca de DEFESA: MIGUEL ANTONIO D' AMORIM JUNIOR

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MIGUEL ANTONIO D' AMORIM JUNIOR
DATA : 02/10/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 208
TÍTULO:

KUMIÇA IUIRIA E OS ECOS DOCENTES: a Educação Literária Decolonial como canoa e a Poesia de Márcia Wayna Kambeba como remo na Sala de Aula


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-Chave: Poesia. Márcia Wayna Kambeba. Educação Literária Decolonial. Kuara Uny. Atividades Didáticas Decoloniais.


PÁGINAS: 344
RESUMO:

Esta pesquisa de doutorado objetivou investigar como um (Per)curso de Formação Continuada colaborativo, ecovivenciado com a poesia indígena de Márcia Wayna Kambeba e suleado pela Educação Literária Decolonial contribui para deslocamentos e diferentes modos de sentir o ser, o saber, o poder e o com-viver de professores de Língua Portuguesa. A pesquisa fundamenta-se nas epistemologias decoloniais de Mignolo (2009), Torres (2023), Grosfoguel (2023), Walsh (2017), Smith (2018), Costa (2023), Graúna (2013), Thiél (2018), Munduruku (2020), Krenak (2022), Kambeba (2023), Werá (2017) e Kopenawa (2015); nos estudos sobre poesia de Moisés (2000), Bosi (2000), Paz (2012), Pinheiro (2018) e Rannou (2025); nas reflexões sobre Educação Literária de Leahy-Dios (2004), Dalvi (2011) e Bunzen (2022); na perspectiva da Leitura Subjetiva de Rouxel (2013) e Xypas (2023). Os livros Ay Kakiry Tama (2019), Saberes Ancestrais (2020), Kumiça Jenó (2021), Saberes da Floresta (2022) e De Águas, Almas e Cunhãs (2023) constituíram os territórios literários para o (Per)curso de Formação, a partir dos quais foram elaborados alguns conceitos-margem, dentre eles: oralessência, escutessência e nat(h)umanizar. Metodologicamente, a investigação articulou a Pesquisa Crítico-Colaborativa, de Liberali e Magalhães (2009), à metodologia Kuara Açu, de Márcia Wayna Kambeba (2024). Desse diálogo, foi elaborada a proposta de Formação Continuada Kuara Uny, desenvolvida em seis Rodas de Saberes com três professores de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Pernambuco, identificados como Baobá, Ipê e Mangueira. Em ajuri, foram coelaboradas Atividades Didáticas Decoloniais (ADDs), posteriormente desenvolvidas com aproximadamente 300 estudantes do Ensino Médio. Os dados foram colhidos por meio dos Diários de Ecos Pedagógicos e de entrevistas semiestruturadas. As análises evidenciaram que, nas ADDs, a escuta, a oralidade, a memória, o sentar, o sentir, o silêncio e a re-criação emergiram como remadas sensíveis de uma Educação Literária Decolonial, permitindo que diferentes modos de ler, ensinar e com-viver aportassem nas aulas de Literatura e abrissem possibilidades para um ensino não poemicida da poesia. Conclui-se que os deslocamentos produzidos pelas ecovivências docentes indicam a potência das Atividades Didáticas Decoloniais, a partir da poesia de Márcia Wayna Kambeba, como caminhos poético-político-pedagógicos capazes de questionar e fissurar as colonialidades do saber, do poder e do ser.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1877060 - ROSIANE MARIA SOARES DA SILVA
Interno - 1752732 - CLECIO DOS SANTOS BUNZEN JUNIOR
Externa ao Programa - ***.964.554-** - SHERRY MORGANA JUSTINO DE ALMEIDA - UFRPE
Externo à Instituição - JOSE HELDER PINHEIRO ALVES - UFCG
Externa à Instituição - NATHALIE BRILLANT RANNOU - RENNES
Notícia cadastrada em: 17/08/2026 20:01
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