PPGL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - CAC DEPARTAMENTO DE LETRAS - CAC Phone: (81) 99262-6709

Banca de QUALIFICAÇÃO: GEORGE HENRIQUE SOARES DE MENEZES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GEORGE HENRIQUE SOARES DE MENEZES
DATA : 08/07/2026
LOCAL: CAC - Sala 201
TÍTULO:

SERPENTE EM VÓRTICE:

UMA LEITURA DE TERCEIRA AQUARELA DO BRASIL, DE JOMARD MUNIZ DE BRITTO


PALAVRAS-CHAVES:

Poesia brasileira contemporânea; Metapoesia; Serpente; Jomard
Muniz de Britto.

 


PÁGINAS: 57
RESUMO:

Esta dissertação propõe uma leitura crítico-interpretativa de Terceira Aquarela do Brasil (1982), de Jomard Muniz de Britto, tomando o signo da serpente como eixo simbólico e epistemológico para compreender a singularidade de sua poética. Partindo do reconhecimento de que a poética jomardiana permanece relativamente marginal na crítica literária brasileira, apesar de sua importância para a cultura pernambucana e para os debates sobre literatura, política e experimentação estética, o estudo busca evidenciar como o livro em questão articula poesia, ensaio, performance e reflexão crítica em um projeto literário que recusa classificações estanques. A pesquisa compreende Terceira Aquarela do Brasil como uma obra de transição na trajetória do autor, situada entre sua produção vinculada às vanguardas e uma fase posterior, de uma reescrita palimpséstica e crítica a partir de seus textos pregressos, marcada pela reflexão metapoética e pela problematização da cultura brasileira. A metodologia fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e hermenêutico, centrada na análise textual da obra, em diálogo constante com seus elementos gráficos, paratextuais e imagéticos, especialmente as ilustrações de Anacleto Eloi. A leitura privilegia o exame das relações entre forma e conteúdo, bem como dos procedimentos de montagem, colagem, intertextualidade e performatividade que estruturam a escrita de Jomard. A pesquisa mobiliza as reflexões de Bosi (2021), Siscar (2010; 2025) e Compagnon (2010) para ponderar acerca da arte contemporânea, sobretudo a poesia no fim do século passado e suas linhas de força; as postulações de Patricia Lino (2024), a fim de discorrer acerca da expansão da poesia; os trabalhos de Linda Hutcheon e Marjorie Perloff, a fim de refletir sobre a paródia, a apropriação e outros dispositivos da escrita não original; e o trabalho de Moisés Monteiro de Melo Neto (2015), que estuda toda a poética jomardiana. Como principal intuito, a dissertação propõe compreender a poesia de Jomard Muniz de Britto como uma escrita em permanente movimento, caracterizada pela indisciplina formal, pela recusa aos binarismos, pela articulação entre literatura, filosofia e performance e pela elaboração de uma crítica cultural que tensiona discursos hegemônicos sobre a identidade brasileira, oferecendo uma leitura original de Terceira Aquarela do Brasil a partir da imagem da "serpente em vórtice" entendida como figura da movência, da transformação e da reinvenção contínua da linguagem e do pensamento.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3219408 - JONAS JEFFERSON DE SOUZA LEITE
Interna - ***.741.184-** - RAFAELLA CRISTINA ALVES TEOTONIO - UPE
Notícia cadastrada em: 07/07/2026 16:02
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