PPGH PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - CFCH DEPARTAMENTO DE HISTORIA - CFCH Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de QUALIFICAÇÃO: KEROLAYNE CORREIA DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KEROLAYNE CORREIA DE OLIVEIRA
DATA : 04/09/2025
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

POLÍTICA ICONOCLASTA NA ZONA CANAVIEIRA PERNAMBUCANA:
o lugar e o não-lugar dos trabalhadores e trabalhadoras rurais do açúcar frente ao ideal de imaginário visual brasileiro oficial (1920-1964)

 


PALAVRAS-CHAVES:

Trabalhadores rurais do açúcar. Representação Visual. Iconoclasmo.


PÁGINAS: 346
RESUMO:

A Zona da Mata pernambucana, cujo nome alude à vegetação que fora predominante na região, transformou-se – paulatinamente e a partir do início da colonização do Brasil – em zona canavieira, sobretudo com a chegada do século XX. Esse fenômeno remonta a ação de uma classe dominante que agiu durante séculos na região, escravizando grupos locais originários e outros sequestrados de África em grandes latifúndios monocultores, cujo objetivo era o abastecimento de mercados estrangeiros. Mesmo após a abolição, o racismo – movimentando o modo capitalista de produção desde as suas entranhas – continuou a orientar as relações de trabalho tanto quanto impactando diretamente as formas de produzir e veicular imagens. Portanto, o presente trabalho busca analisar a iconografia local – fotografias, desenhos e pinturas –, entre os anos de 1920 a 1964, enquanto práticas discursivas, construídas em longa tradição histórica, e responsáveis por sustentar modelos discriminatórios, sobretudo racistas, como forma de perpetuar um modelo de sociedade de classe. A partir de imagens oriundas de diversos espaços de memória da cidade do Recife, a metodologia da História Serial, ao lado da Análise do Discurso e a Semiótica contribuíram com o desvelamento de um modelo coeso de representação, cujo espaço para os trabalhadores, por um lado, foi negado e, por outro, permitiu sua representação através de poderosos e estereotipados significantes no contexto de “modernização” varguista. Pensar essa Cultura Visual por meio do prisma do imperialismo – em que a fotografia foi largamente utilizada a partir da metade do século XIX, bem como do acúmulo de elementos da cultura material expropriada da América, África e Ásia concomitantemente –, é essencial para compreender que as relações eurocêntricas de produção de Arte no Brasil, com destaque para as correntes modernas, não podem ser dissociadas das demais formas de dependência do Sul Global do qual o Brasil faz parte. No cerne do movimento entre o lugar e não-lugar ocupado pelos trabalhadores canavieiros, percebeu-se um esforço de
destruição de possibilidades – para garantir a hegemonia de outro modelo –, responsável por um silenciamento visual, a nível imediato, uma amnésia organizada, em longo alcance, e um iconoclasmo em termos de possibilidades dissidentes de representação.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CECÍLIA ANTAKLY DE MELLO - USP
Presidente - 2199849 - CHRISTINE PAULETTE YVES RUFINO DABAT
Interno - 1321762 - JOSE MARCELO MARQUES FERREIRA FILHO
Externo à Instituição - THOMAS DYSON ROGERS - OUTRA
Notícia cadastrada em: 28/08/2025 09:34
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa04.ufpe.br.sigaa04