A Carreira da India e o reinado de Pedro II: Entre contrabandos, liberdades, juntas e navegacao (1667-1706).
Carreira da Índia; D. Pedro II; pós-Restauração; Salvador; Angola.
Quando D. Pedro II assumiu o governo de Portugal, em 1667, ainda como regente, após o golpe palaciano que afastou seu irmão D. Afonso VI, o cenário político e econômico do reino encontrava-se adverso. O impacto da Guerra da Restauração nos cofres régios, as perdas de possessões no Oriente, a estabilização do Estado da Índia e a crise no comércio de especiarias configuraram um quadro de instabilidade que se estendeu por todo Império. Nessa conjuntura, foram implementadas medidas que visavam reestabelecer o domínio português, entre as quais se destacou o fortalecimento das relações ultramarinas, sobretudo por meio da reestruturação da Carreira da Índia, rota marítima que ligava Lisboa a Goa. Assim, a presente dissertação analisa como, durante o governo de D. Pedro II (1667-1706), foram estabelecidas ações para revitalizar a rota da Índia. Entre as ações empreendidas no período destacam-se a autorização para comercializar nos portos do ultramar, a criação da Junta da Administração do Tabaco e a intensificação do comércio entre Salvador e Angola a partir da circulação dos tecidos indianos e do tabaco produzido no Brasil. Pretende-se, portanto, examinar como essas medidas impulsionaram a sobrevivência da Carreira da Índia e o comércio imperial.