Banca de DEFESA: MARIA CLARA DA SILVA CAVALCANTE

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA CLARA DA SILVA CAVALCANTE
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: CFCH/UFPE
TÍTULO:

A TRAMA E O TEMPO.

O PATRIMÔNIO INDUSTRIAL TÊXTIL DE PERNAMBUCO COMO QUESTÃO URBANA


PALAVRAS-CHAVES:

Patrimônio Industrial; Patrimônio Urbano; Desindustrialização; Indústria Têxtil de Pernambuco.

 


PÁGINAS: 195
RESUMO:

A presente tese objetiva analisar a relação entre as práticas de proteção, conservação e intervenção sobre os remanescentes industriais têxteis de Pernambuco e a construção do espaço urbano, por meio da investigação de casos da indústria têxtil pernambucana, principalmente localizadas na Região Metropolitana do Recife, como os núcleos industriais das Fábrica Tacaruna, Cotonifício Othon Bezerra de Mello, Fábrica da Torre, Fábrica de Camaragibe e Companhia de Tecidos Paulista. A instalação de grandes indústrias, como importantes motores da economia e indutores da urbanização, foi acompanhada da criação de estruturas próprias, e da construção de vida social entrelaçada ao cotidiano fabril. Atualmente, as metrópoles experimentam uma reestruturação produtiva, e uma desindustrialização. Esses processos impactam profundamente o tecido urbano constituído pelas estruturas produtivas que foram consolidadas ao longo do século XX. No Brasil, essa a reestruturação intensificou-se na década de 1990. A modernização das cidades e a instalação de grandes indústrias, no Brasil entre o final do século XIX e início do século XX, impulsionaram os debates sobre a preservação dos vestígios de um passado tradicional. Nas capitais brasileiras, como Recife, jornalistas, intelectuais e outras personalidades se manifestaram e apontaram o que consideravam digno de preservação. Diante da construção da atual cidade contemporânea, o debate agora incide sobre a valorização dos remanescentes dessa industrialização. O novo do
passado, agora figura como obsoleto e improdutivo para a reprodução do espaço urbano. Assim, a partir da análise da construção desses espaços modernos e industriais frente a discussão sobre a preservação do patrimônio de uma cidade tradicional, e também da construção da noção de patrimônio urbano e industrial, buscou-se identificar os obstáculos para efetiva conservação do patrimônio industrial urbano da indústria têxtil pernambucana, seja de forma material e arquitetônica, seja enquanto memória do trabalho e da industrialização.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3519968 - ARTHUR GUSTAVO LIRA DO NASCIMENTO - nullExterna à Instituição - CIBELE BARBOSA DA SILVA ANDRADE - FJN
Interno - 435756 - FLAVIO WEINSTEIN TEIXEIRA
Presidente - 435419 - ISABEL CRISTINA MARTINS GUILLEN
Externa à Instituição - MARIANA ZERBONE ALVES DE ALBUQUERQUE GOMES - UFRPE
Notícia cadastrada em: 24/02/2026 12:40
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