"E CAIN ERA AGRICOLA":
FAZENDEIROS E A RESISTENCIA AO MOVIMENTO ABOLICIONISTA EM PERNAMBUCO (1878 - 1884)
Abolição. Império. Escravidão. Senhores de escravizados.
Com a crescente luta pelo fim da escravidão no final do oitocentos, o Brasil país que era dependente do trabalho escravizado, passou a ser palco da disputa em relação ao futuro do modelo realizado no Império. Com a crescente mobilização dos setores emancipacionistas e abolicionistas que estavam ganhando cada vez mais espaço, os setores senhoriais, buscaram formas de organizar-se para o enfrentamento. Com o fim do tráfico internacional de gente, as províncias do Norte passaram a comercializar escravizado para o Sul do país, entretanto isso não foi motivo para a redução total do número de trabalhadores na região açucareira. Em Pernambuco, o movimento libertador crescia como no resto do território, o que incomodou os setores senhoriais, que buscaram formas de organização para enfrentarem a mobilização emancipadora. Entre as pautas desse grupo estava o pagamento de indenização pelo Estado e para isso, uma das formas de pressionar, foi a busca pelo apoio popular para a causa. Para tanto, usava-se a imprensa para alcançar o maior número possível de pessoas. Em Pernambuco a resistência ao abolicionismo veio dos municípios mais ao interior, como Ipojuca e Escada, foi dessas localidades que surgiram as primeiras organizações que se opuseram ao movimento abolicionista da província.