Normativismo Moral: a Viabilidade do Realismo Moral Naturalista
Naturalismo Moral. Realismo Moral. David Copp. Problema da Normatividade. Antinaturalismo Moral. Normatividade Autoritativa.
A normatividade moral constitui uma objeção decisiva ao naturalismo moral? Essa é a questão central desta dissertação. Propriedades morais, como “certo”, “errado” e “justo”, exercem influência sobre a conduta humana, característica que expressa o seu caráter normativo. Se os juízo morais são normativos, então eles dizem respeito ao modo como as coisas devem ser. Em contraste, propriedades naturais, como “água”, “ouro” e “mel”, referem-se a estados de coisas no mundo e possuem caráter descritivo. Os juízos descritivos, se referem ao modo como as coisas são. O naturalismo moral sustenta que propriedades morais são propriedades naturais. Contudo, consolidou-se a ideia de que propriedades descritivas não podem fundamentar ou derivar propriedades normativas, o que levou muitos filósofos a considerar o naturalismo moral inviável. As principais objeções ao naturalismo consistem precisamente na alegação de que ele não pode acomodar o caráter normativo dos juízos e propriedades morais. Em oposição a essa crítica, David Copp defende que a uma teoria naturalista pode explicar satisfatoriamente a normatividade dos juízos morais, posição contestada por filósofos antinaturalistas como G.E. Moore, Derek Parfit e David Enoch. Com base na reconstrução e análise crítica desse debate, esta dissertação investiga se a normatividade moral exige uma forma de normatividade autoritativa para ser adequadamente explicada. Argumenta-se que a resposta a essa questão é decisiva para avaliar a viabilidade do realismo moral naturalista e delimitar o alcance explicativo das teorias realistas da normatividade.