MONITORAMENTO RADIOECOLÓGICO DO RIO CAPIBARIBE NO ESTADO DE PERNAMBUCO
Água; Poluição; Qualidade; Saúde; Radioatividade
A análise radiométrica é frequentemente subestimada quando se trata de entender a dinâmica dos contaminantes na água. Por isso, tomando como base de pesquisa o rio Capibaribe, que embora amplamente estudado em termos de parâmetros físico-químicos, carece de estudos sobre a mobilidade dos radionuclídeos naturais em sua extensa bacia, o presente estudo teve como objetivo avaliar as condições da água desse rio, monitorando parâmetros radiológicos (226Ra e 228Ra), físico-químicos e microbiológicos. Para a análise dos radionuclídeos, utilizou-se a espectrometria gama com HPGe, enquanto os parâmetros físico-químicos foram medidos tanto in situ quanto em laboratório. Os dados físico-químicos apresentaram uma ampla gama de valores, influenciados por diversos fatores antropogênicos e naturais. Além disso, alguns pontos registraram valores acima do aceitável, enquanto outros ficaram abaixo do recomendado. Observou-se que parâmetros como CE, salinidade, STD, coliformes totais, escherichia coli, cloreto e sódio ultrapassaram os limites estabelecidos pelo CONAMA nº 357, em quase todos os pontos, indicando possíveis desequilíbrios ecológicos. Nas medições radiométricas, o 226Ra demonstrou uma atividade específica consistentemente baixa, permanecendo abaixo do valor máximo permitido. Por outro lado, o 228Ra apresentou valores acima do permitido em dois pontos, ambos localizados no município de Limoeiro/PE, o que requer maior atenção em futuras investigações. Além disso, os dados indicaram um possível risco radiológico associado ao consumo de água, com índices mais elevados no município de Limoeiro/PE e Carpina/PE, especialmente para a população mais jovem.