USO DE AMOSTRAS DE TECIDOS ÓSSEOS TRABECULARES BRASILEIROS EM SIMULAÇÕES MONTE CARLO DE RADIODIAGNÓSTICO
Modelos Computacionais de Exposição; Fantoma; Osso trabecular; Microtomografia computadorizada; Dosimetria óssea
Fantomas de voxels são amplamente utilizados em dosimetria numérica para simulações com Modelos Computacionais de Exposição (MCEs). A medula óssea vermelha e as células das superfícies dos ossos trabeculares são radiossensíveis e podem provocar condições patológicas nos indivíduos quando submetidos à radiação ionizante (RI). Para a representação e dosimetria de estruturas ósseas nesses modelos, há a necessidade da obtenção de imagens ósseas. Diferentemente do osso compacto, o osso esponjoso é formado por pequenas estruturas que medem cerca de 50 micrômetros a 2000 micrômetros e que se distribuem de acordo com a idade e a região óssea do indivíduo. O tamanho e a distribuição dessas estruturas impõem um desafio durante suas representações na dosimetria numérica: não é possível voxealizar o tecido ósseo esponjoso com as dimensões usuais dos macrotecidos. Nesse contexto, técnicas como a microtomografia computadorizada permitem a obtenção de imagens com resolução suficiente para caracterizar a geometria do osso trabecular. Neste trabalho foram obtidas amostras ósseas de diferentes regiões de um esqueleto humano brasileiro, que apresentam osso esponjoso. Além disso, foram realizadas transformações das imagens em arquivos de textos interpretáveis por MCEs para radiodiagnóstico. Os resultados validaram as amostras coletadas. Comparações com valores da literatura sugerem melhorias, tanto nos processos de segmentação, quanto nas avaliações dosimétricas. Adicionalmente foram produzidos mapas de dose 2D e 3D com o objetivo de possibilitar o acompanhamento visual da evolução da radiação nas estruturas anatômicas