PPGSOCIO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA - CFCH DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA - CFCH Téléphone/Extension: (81) 2126-8285

Banca de DEFESA: HANNA VIEIRA ASSUNÇÃO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HANNA VIEIRA ASSUNÇÃO
DATA : 26/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Recife-PE
TÍTULO:

PLANTEI DÚVIDAS, COLHI SILÊNCIO: TECENDO SENTIDOS E IDENTIDADES NO CHÃO DO QUILOMBO


PALAVRAS-CHAVES:

Sociologia Afro-Diaspórica; Identidade; Etnografia; Memória Decolonial; Quilombo.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

O presente estudo demonstrou, de forma coletiva, que a Comunidade Frutos da Restinga é um território simbólico e político em constante movimento. Para isso, a investigação se estrutura em torno da seguinte questão: como identidade, memória e território se articulam em um contexto quilombola atravessado por disputas de reconhecimento e transformações socioculturais? Propõe-se, inicialmente, estabelecer as bases teórico-conceituais que sustentam a análise, buscando promover uma confluência entre a Sociologia Afro-Diaspórica e os Estudos Decoloniais. Para tanto, ancora-se nas contribuições de Stuart Hall (2006), no Giro Decolonial de Maldonado-Torres (2007), e nas obras de Clóvis Moura (2001), Kabengele Munanga (2000), Lélia Gonzalez (2020) e Beatriz Nascimento (2021). A pesquisa utiliza a perspectiva etnográfica como fundamento teórico-epistêmico para a análise dos modos de vida e do território quilombola. Para o registro e análise dessa vivência, utilizei a observação participante, acompanhada pelo diário de campo, registros fotográficos e entrevistas abertas. O trabalho reflete os eixos fundamentais da investigação: a força da ancestralidade que ancora o pertencimento; o território como espaço de tecnologias de existência e r-existência; e a identidade como um processo de "tornar-se", atravessado por perdas e reelaborações. As análises desenvolvidas indicam que, embora a memória decolonial ofereça instrumentos para tensionar apagamentos históricos e desigualdades estruturais, ela não necessariamente coincide, em sua totalidade, com os desejos, prioridades e estratégias políticas mobilizadas pela comunidade investigada. Conclui-se que a memória na Comunidade Frutos da Restinga é uma força política de pertencimento, que configura o território como um "museu vivo" (Souza Chagas, 2012). Nele, o patrimônio está no fazer cotidiano, no ritmo das águas e na r-existência que impulsiona o reconhecimento territorial.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANABELLE SANTOS LAGES - UPE
Interno - ***.207.454-** - ARISTEU PORTELA JUNIOR - UFRPE
Presidente - ***.857.824-** - BRUNO FERREIRA FREIRE ANDRADE LIRA - UFPB
Notícia cadastrada em: 10/02/2026 08:14
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