PPGSOCIO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA - CFCH DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA - CFCH Téléphone/Extension: (81) 2126-8285

Banca de DEFESA: CARLA SELLAN DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLA SELLAN DA SILVA
DATA : 28/07/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Recife, PE
TÍTULO:

“RACA” COMO CLASSE: repertorio cultural-“racial”-linguistico e estratificacao social


PALAVRAS-CHAVES:

cultura; linguagem; trabalho; “raça”; “gênero”.


PÁGINAS: 242
RESUMO:

O objetivo deste trabalho é estimular discussões sobre a formulação de um método que nos permita incorporar outros aspectos na análise da categoria “racial”, adicionando devidamente um componente cultural-linguístico ao tradicional componente fenotípico. Defendo a utilização de um princípio de similitude cultural-“racial”-linguística como fator organizador da análise de classes, argumentando que, nas sociedades multiculturais-“multirraciais”, surgidas a partir da colonização branco-europeia, e que têm o escravagismo “racializado” como modo de produção fundador, é necessário assumirmos o princípio não de classes econômicas em disputa, mas de classes culturais-“raciais”-linguísticas em disputa. A “raça” deve ser interpretada como construto sociocultural, conformado a partir da junção de certo patrimônio genético (ou certo fenótipo) e certo repertório cultural-linguístico (ou certo ethos cultural-“racial”- linguístico). Falo sobre a existência de um contínuo “racial”, baseado em tipos ideais abstratos, formado a partir de um extremo afro-indígena, em oposição a um extremo branco-europeu, defendendo a existência de matrizes culturais-“raciais”-linguísticas autônomas, que não se referenciam nos mesmos valores, ou seja, seus núcleos ideológicos são absolutamente distintos. Para exemplificar a questão, observo o caso das mulheres trabalhadoras domésticas. O trabalho reprodutivo de “gênero” é comumente apontado como fator capaz de articular uma agenda global de luta das “mulheres”, unificando-as em uma “classe de sexo”, entretanto, é importante investigar de que diferentes modos mulheres afro-indígenas e brancas significam este fenômeno. Estes apontamentos devem nos conduzir ao tema central deste estudo, a respeito dos modos diferenciais empregados por mulheres afro-indígenas e brancas na construção de sua mulheridade, e ao questionamento sobre como produzir coalizões políticas eficientes considerando as diferenciações identificadas. O texto a seguir divide-se em: [1] discussão teórica e [2] análise das práticas sociais dos sujeitos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2323516 - CRISTIANO WELLINGTON NOBERTO RAMALHO
Externa ao Programa - 2510116 - ANA CLAUDIA RODRIGUES DA SILVA - UFPEExterno ao Programa - 1497397 - GILSON MACEDO ANTUNES - UFPEExterno ao Programa - 1195810 - RICARDO LUIZ DE LYRA SANTIAGO - UFPEExterna à Instituição - DANIELLE CRISTINE CAMELO FARIAS - UFRPE
Notícia cadastrada em: 25/07/2025 13:52
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