ATIVISMO E RESISTÊNCIA NO ESPAÇO DA INTERNET DAS BRASILEIRAS IMIGRANTES QUE VIVEM EM PORTUGAL
Mulheres, Migrantes, Ativismo Digital, Portugal
Esta tese tem como objetivo explorar o ativismo digital feminino no contexto da diáspora brasileira em Portugal, para isso se debruça sobre as iniciativas do grupo Brasileiras Não se Calam, examina-se como estas mulheres denunciam e confrontam preconceitos e discriminações associados ao estereótipo da "Mulher Brasileira". A abordagem metodológica adotada combina técnicas como observação e análise dos relatos nos espaços digitais mantidos pelo grupo escolhido, aplicação de questionários e realização de entrevistas com as mulheres envolvidas no projeto.
A análise dos dados se fundamenta em uma abordagem crítica da colonialidade, articulada com as interseccionalidades de gênero, raça e classe, permitindo explorar como esses marcadores estruturam as experiências das mulheres brasileiras em Portugal e marcadas por discriminação e violência Além disso, o trabalho dialoga com a sociologia das emoções para identificar as emoções mobilizadas nos relatos publicados sobre as experiências de discriminação, e se elas podem ser entendidas como estratégias de resistência e existência. Essa perspectiva integrada possibilita compreender não apenas as múltiplas vivências de discriminação enfrentadas por essas mulheres, mas também os limites e as potencialidades do ativismo digital no enfrentamento de estruturas de poder enraizadas na colonialidade.