Narrativas do Bem Viver: contribuições da produção audiovisual Fulni-ô a uma práxis
cinematográfica decolonial
Coletivo Fulni-ô de Cinema; Bem Viver; decolonização da práxis cinematográfica
O presente projeto busca discutir como o povo indígena Fulni-ô, da cidade de Águas Belas,
agreste/sertão de Pernambuco, a partir das produções audiovisuais de seu Coletivo de Cinema,
estabelece respostas e resistências às violências coloniais e imperialistas em seus próprios
termos, articulando epistemologias e perspectivas estético-educacionais em suas obras
audiovisuais. A ideia visa articular estratégias teórico-metodológicas que elaborem, por meio
de um manejo cartográfico (Deleuze e Guatarri,1996), nuances da sociologia (do cinema), dos
estudos pós-(de)coloniais e do pensamento indígena. Procura-se refletir, assim, contornos para
uma práxis cinematográfica fronteiriça (Santana, 2024), com o alargamento de perspectivas
epistemológicas que se abram para saberes diversos, colaborando, dessa forma, para a
descolonização do currículo, e também do olhar.