PPGSOCIO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA - CFCH DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA - CFCH Phone: (81)9986-6654

Banca de QUALIFICAÇÃO: NADESDA AUGUSTO MONTEIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NADESDA AUGUSTO MONTEIRO
DATA : 16/04/2026
LOCAL: https://meet.google.com/gua-mtew-fbq
TÍTULO:

Casar pela Família ou por Vontade Própria? uma análise sobre a união a partir dos casamentos arranjados na Guiné-Bissau


PALAVRAS-CHAVES:

Guiné-Bissau; Casamento tradicional; Gênero e Casamento. Família.


PÁGINAS: 40
RESUMO:

Como em diversos países africanos, na Guiné-Bissau, o casamento, para além de ser um contrato afetivo-conjugal entre dois indivíduos, está fortemente vinculado às tradições culturais. O estado guineense convive com uma grande diversidade religiosa, cultural e, sobretudo, étnica. Os grupos étnicos possuem sua língua, costumes e visões de mundo próprias. Em muitos deles, os casamentos são feitos quase sempre por meio de arranjos parentais, na maioria dos casos, sem o consentimento explícito dos nubentes. Os casamentos arranjados ocorrem como forma de estabelecer a união entre duas famílias, na qual os pais são pressionados a darem suas filhas em casamento para se precaver de uma eventual gravidez fora do casamento, vistos como desonra à família. Em Guiné-Bissau existem mais de vinte (20) grupos étnicos e a maioria deles praticam estes modelos de casamento, mas, neste trabalho pretendemos trabalhar com três (3) grupos étnicos, nomeadamente Fula, Mandinga e Biafadas, visto que são os grupos que motivaram o desenvolvimento deste projeto. Nesse sentido, o objetivo central deste estudo será analisar as configurações contemporâneas dos casamentos arranjados entre os diferentes grupos étnicos na Guiné-Bissau, bem como os modos de agenciamento das mulheres na construção e organização dessas relações matrimoniais. Para tanto, adotaremos as perspectivas teórico-metodológicas dos estudos de gênero e casamento na África, que se contrapõem às lentes ocidentais, para compreender as dinâmicas locais. Ademais realizaremos entrevistas semiestruturadas, nos moldes da história de vida, com mulheres das três etnias citadas, bem como, pesquisa documental com análise de leis, conferências, decretos e discursos oficiais. Parte-se do pressuposto de que há uma tensão posta, produzida pelas mulheres guineenses na contemporaneidade, para negociar e modificar o estabelecimento dos casamentos tradicionais, haja vista as violações de dignidade humana que podem se apresentar nesses arranjos conjugais. Espera-se que esta pesquisa contribua para ampliar o entendimento sobre a prática dos casamentos arranjados no contexto guineense, bem como promover a reflexão sobre as diferenças culturais e sociais que essa prática apresenta nessa sociedade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1612129 - MERCES DE FATIMA DOS SANTOS SILVA
Interna - ***.223.584-** - PAULA MANUELLA SILVA DE SANTANA - UFRPE
Externa ao Programa - 1564881 - VALERIA GOMES COSTA - UFPE
Notícia cadastrada em: 31/03/2026 09:42
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