Banca de DEFESA: HERBERT RAFAEL BARBOSA DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HERBERT RAFAEL BARBOSA DE SOUZA
DATA : 26/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Oceanografia
TÍTULO:

TENDÊNCIAS E VARIABILIDADE INTERANUAL DOS FLUXOS DE CO2 NO ATLÂNTICO TROPICAL


PALAVRAS-CHAVES:

fugacidade do carbono, trocas ar-mar; ciclo do carbono, navios voluntários

 


PÁGINAS: 107
RESUMO:

O oceano é um dos principais reservatórios naturais de carbono da Terra,
desempenhando importante função na regulação climática do planeta. As trocas de
dióxido de carbono que ocorrem na interface oceano-atmosfera são controladas
primeiramente pela diferença entre a fugacidade do CO2 do oceano e da atmosfera.
Por sua vez, a fugacidade é controlada por outros parâmetros meteoceanográficos. O
presente trabalho investigou a variabilidade interanual e a tendência da fugacidade do
CO2 do mar no Atlântico tropical (30° N – 30° S; 5° E – 55° W) ente os anos de 2008
a 2023, com um foco para a porção tropical Sudoeste (3° S – 14° S; 27° W – 40° W).
Para isso, utilizou-se medições da fugacidade, temperatura e salinidade da superfície
do mar realizadas por navios voluntários em conjunto com base de dados físicos
(precipitação, vento, profundidade da camada de mistura) e biogeoquímicos (clorofila,
nitrito, fosfato e concentração do CO2 atmosférico). Mapas climatológicos e de
tendências foram realizados para investigar o comportamento padrão e as mudanças
das variáveis nos domínios investigados. O método de Regressão por Processo
Gaussiano foi utilizado para identificar o papel dos parâmetros físicos e
biogeoquímicos na fugacidade marinha. Os resultados ilustram que a fugacidade do
CO2 no Atlântico tropical apresenta faixas latitudinais com valores característicos (330
μatm – 440 μatm) em resposta aos fenômenos locais atuantes na região. Essa
diferença regional é controlada pelo padrão médio das variáveis físicas,
principalmente temperatura e salinidade. As leituras históricas da fugacidade na
região apresentam mudanças ao longo dos anos, que aparentam seguir as tendências
negativas e/ou positivas dos parâmetros meteoceanográficos. De forma geral, há um
aumento na pressão parcial/fugacidade do CO2 em todo o trajeto dos navios, com
valores chegando a +52 μatm no Atlântico tropical Norte. Para o Atlântico tropical
Sudoeste o aumento da fugacidade entre 2008 e 2023 atinge 2,3 μatm. A magnitude
e direção dos fluxos de CO2 acompanham o padrão da fugacidade, de modo que as
maiores e contínuas emissões (+5 mmol m−2 d−1) estão localizados principalmente
entre 0 – 10° S; ao passo que as absorções mais proeminentes (-5 mmol m−2 d−1)
ocorrem de forma sazonal entre 10° N – 30° N. Em especial, toda a porção Sudoeste
é uma fonte de CO2 (+3 mmol m−2 d−1) nos dois primeiros trimestres do ano, com
comportamento de sumidouro (-3 mmol m−2 d−1) restrita no restante ano ao sul de 8°

S. As métricas dos modelos da Regressão por Processo Gaussiano evidenciam que
as principais variáveis com maior peso preditivo na fugacidade do Atlântico tropical
são as coordenadas e a temperatura da superfície do mar. Por sua vez, as variáveis
de maior peso no domínio Sudoeste foram a concentração do CO2 atmosférico e a
temperatura do mar. Os resultados obtidos nessa pesquisa agregam no conhecimento
da dinâmica da fugacidade do CO2 e dos fluxos para o Atlântico tropical e em seu
domínio Sudeste ainda pouco investigado.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1960878 - DORIS REGINA AIRES VELEDA
Interno - 1778982 - GILVAN TAKESHI YOGUI
Interno - 1044370 - MARIUS NILS MULLER
Externa à Instituição - SDENA OLIVEIRA NUNES
Externo à Instituição - THIAGO MONTEIRO DA SILVA - UFBA
Notícia cadastrada em: 06/02/2026 12:38
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