FATORES ASSOCIADOS À PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA DE TEMPO LIVRE DE ADOLESCENTES BRASILEIROS ANTES E APÓS A PANDEMIA DE COVID-19: UMA ANÁLISE A PARTIR DE UM MODELO BIOECOLÓGICO.
Exercício; Adolescência; Lazer; Saúde;
INTRODUÇÃO: A atividade física praticada no tempo livre é o domínio em que adolescentes exercem maior autonomia de escolha, mas também o mais sensível às transformações de rotina, como as impostas pela pandemia de COVID-19, e o menos detalhado pelos sistemas nacionais de monitoramento. No Brasil, sua prática é minoritária e distribui-se de forma desigual entre estratos de sexo, nível socioeconômico e rede escolar de ensino, enquanto suas evidências encontram-se dispersas e seus determinantes costumam ser examinados de modo isolado, sem captar as interdependências entre os níveis individual, social e ambiental que o condicionam. Compreender esse comportamento exige, portanto, sintetizar o que já se sabe e analisar seus fatores de forma articulada e sensível ao tempo. OBJETIVO: Analisar os fatores associados ao nível habitual de atividade física de tempo livre de adolescentes brasileiros antes e após a pandemia de COVID-19. MÉTODOS: A investigação organiza-se em dois estudos complementares. No primeiro, uma revisão sistemática reunirá as estimativas de prevalência de atividade física de tempo livre em adolescentes brasileiros, em período pandêmico e pós-pandêmico, com buscas no PubMed, Web of Science, SciELO e LILACS, avaliação do risco de viés pelo checklist do Joanna Briggs Institute (JBI) e graduação da certeza da evidência pelo GRADE. No segundo, dados secundários das edições de 2019 e 2024 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) serão analisados a partir do modelo bioecológico de desenvolvimento humano, e seu respectivo método Processo-Pessoa-Contexto-Tempo (PPCT), com o propósito de identificar os fatores associados à prática de atividade física de tempo livre de adolescentes brasileiros antes e após a pandemia de COVID-19, utilizando a análise de redes. RESULTADOS ESPERADOS: Pretende-se quantificar a prevalência do comportamento ativo em tempo livre dos adolescentes brasileiros e revelar como seus correlatos se conectam e se reorganizam antes, durante e após a pandemia de COVID-19, oferecendo subsídios para políticas e ações intersetoriais de promoção da atividade física no ambiente escolar.