DOR NO OMBRO, ATIVAÇÃO MUSCULAR E CAPACIDADE ANAERÓBIA EM ATLETAS DE PARABADMINTON EM CADEIRAS DE RODAS.
Classes Esportivas; Esporte de Raquete; Esporte em Cadeira de Rodas; Esporte Paralímpico;
O esporte adaptado de alto rendimento tem apresentado um crescimento expressivo no Brasil, impulsionado pela maior visibilidade das Paralimpíadas e pela profissionalização das modalidades. Desse modo, o parabadminton destaca-se pela sua dinâmica e exigência física, especialmente nas classes WH1 e WH2, que utilizam a cadeira de rodas para locomoção e performance. No entanto, a propulsão manual da cadeira de rodas, somada à realização de golpes repetitivos com a raquete, impõe uma sobrecarga mecânica significativa aos membros superiores, tornando o ombro a região mais vulnerável a lesões e dores crônicas. A literatura aponta que a dor no ombro em atletas usuários de cadeira de rodas está frequentemente associada a desequilíbrios nos padrões de ativação muscular e às altas exigências de potência durante o esforço. Embora a avaliação laboratorial seja o padrão-ouro, a compreensão da funcionalidade desses atletas exige uma análise que integre a resposta muscular e o desempenho anaeróbio em diferentes contextos de esforço. Nesse sentido, avaliar como a musculatura se comporta tanto em ambiente controlado quanto em situações de campo é fundamental para identificar fatores de risco e otimizar o treinamento esportivo. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar os padrões de ativação muscular dos membros superiores durante a propulsão manual da cadeira de rodas em dois protocolos de esforço (campo e estacionário), em atletas de PBd das classes WH1 e WH2, associados à percepção de dor ou desconforto no ombro, com o desempenho anaeróbio