Banca de QUALIFICAÇÃO: MYZA GEORGYA BORGES DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MYZA GEORGYA BORGES DA SILVA
DATA : 29/01/2026
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

PERFIL DAS MANIFESTAÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS SEGUNDO A POSITIVIDADE PARA OS AUTOANTICORPOS ANTI-RO/SSA, ANTI-CCP E FATOR REUMATOIDE NAS FASES CLÍNICAS DA CHIKUNGUNYA


PALAVRAS-CHAVES:

Febre Chikungunya, Autoanticorpos, Anticorpo Antiproteína Citrulinada, Fator Reumatoide, Artralgia, Antígeno nuclear extraível


PÁGINAS: 56
RESUMO:

As manifestações musculoesqueléticas (MME) da Chikungunya podem mimetizar a artrite reumatoide, tanto pelo quadro clínico quanto pela ocorrência de autoanticorpos. Contudo, a relação entre a positividade para autoanticorpos e o perfil musculoesquelético nas diferentes fases clínicas da doença ainda é pouco compreendida. Este estudo teve como objetivo caracterizar as MMEs em pacientes com Chikungunya segundo a positividade para os autoanticorpos anti-Ro/SSA, antiCCP e Fator Reumatoide (FR), nas diferentes fases da doença. Trata-se de um estudo de coorte prospectiva com 111 indivíduos com diagnóstico confirmado para Chikungunya, recrutados entre 2020 e 2022 durante a fase aguda ou subaguda. Os participantes foram acompanhados no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e tiveram dados sociodemográficos e clínicos coletados, além de amostras sanguíneas para obtenção de soro/plasma. Os autoanticorpos (FR IgG, antiCCP IgG e anti-Ro/SSA IgG) foram detectados através de ELISA (EUROIMMUN). A análise estatística foi conduzida no SPSS e R, adotando-se p < 0,05. Como resultado, a média de idade dos participantes foi de 51,5 anos e o tempo médio desde o início dos sintomas foi de 23,6 dias. Hipertensão foi a comorbidade mais frequente. Artralgia, febre, rash cutâneo e fadiga foram os sintomas mais prevalentes. Observou-se elevada frequência de dor articular, fadiga e avaliação global da doença moderada a intensa, além de rigidez matinal por mais de 1 hora. As articulações mais acometidas foram os tornozelos, com padrão predominante poliarticular. Do total, 15 (13,5%) indivíduos apresentaram positividade para pelo menos um autoanticorpo: 11 (9,9%) para o FR, 6 (5,4%) para o anti-CCP e 2 (1,8%) para o anti-Ro/SSA. Na fase crônica (≥ 90 dias), indivíduos positivos para autoanticorpos apresentaram maior carga clínica, com maior intensidade de fadiga (p = 0,016), maior número de articulações dolorosas (p = 0,032) e edemaciadas (p = 0,037) em comparação com os negativos. Além disso, a proporção de fadiga moderada a intensa (EVA ≥4) foi maior entre os positivos (p = 0,0105). Não foram observadas diferenças no status de cronicidade entre grupos. Avaliando individualmente, a avaliação global da doença (p = 0,024), a fadiga (p = 0,0063), o número de articulações dolorosas (p = 0,0036) e edemaciadas (p = 0,0022) entre os positivos para FR foi maior do quando comparado com negativos. Não foram observadas diferenças entre os positivos e negativos para anti-CCP e não foi possível avaliar para anti-Ro/SSA. Não foram observadas diferenças no status de cronicidade entre os positivos e negativos para autoanticorpos. Na subamostra com seguimento acima de 1 ano (n = 50), foi possível observar sororreversão em dois indivíduos inicialmente positivos para anti-CCP e soroconversão para positividade em um indivíduo inicialmente negativo. Os resultados sugerem que a positividade para autoanticorpos, especialmente na fase crônica, está associada a maior carga musculoesquelética, com destaque para fadiga e maior número de articulações dolorosas e edemaciada, embora não tenha sido observada diferença no status de cronicidade, e o seguimento em subamostra indique variabilidade temporal do antiCCP ao longo de um ano.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2247580 - MICHELLY CRISTINY PEREIRA
Interno - 2066960 - MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
Externo ao Programa - 2443543 - HENRIQUE DE ATAIDE MARIZ - UFPE
Notícia cadastrada em: 16/01/2026 10:26
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